‘Bolt’: Confirmado na Tiradentes, cão corredor faz sucesso nas provas de rua de Maringá

Há cinco anos, o cão da raça border collie é presença constante nas corridas de Maringá e região. Com direito e pódio e medalha, Bolt já tem mais de 30 provas concluídas.

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    A 49ª edição da Prova Rústica Tiradentes, prevista para esta terça-feira (21) em Maringá, terá um atrativo a mais para os cerca de 10 mil competidores. Um cão da raça border collie estará entre os atletas que disputarão a mais tradicional corrida de rua da região.

    ‘Bolt’, como é chamado, é presença constante nas provas de Maringá há aproximadamente cinco anos, tendo completado mais de 30 corridas neste período, com direito a pódio, medalha e numeração própria. Além de correr ao lado do tutor, o animal também virou uma espécie de ‘celebridade’ no meio, atraindo e tirando fotos com curiosos em todas as competições.

    O cão é o fiel escudeiro de Reginaldo Alves de Souza, de 64 anos. Ele, que corre desde os 45 anos de idade, encontrou na companhia do amigo um estímulo para seguir competindo e praticando atividade física, mundo que conheceu após uma recomendação médica.

    “Eu já era considerado ‘passado’ da idade quando comecei. Eu tinha 45 anos quando fui ao cardiologista, após sentir umas ‘fisgadas’ no braço. Ele questionou se eu praticava algum exercício e falei que não. Daí ele recomendou que eu fizesse algo, em função da pressão alta. Naquele mesmo dia eu parei de beber, comprei um tênis e comecei a correr ali no Parque do Ingá. Foi como tudo começou”, relembra.

    Logo de início, o bom desempenho correndo chamou a atenção de amigos. Alguns meses se passaram, veio a disputa da primeira competição e o convite para ingressar em um grupo de corrida. Desde então, Reginaldo não parou mais. “Fui aumentando meu ritmo devagarinho, aí alguns corredores que ali treinavam me convidaram pra disputar a Tiradentes. Falei que não aguentava (risos), mas eles insistiram, disseram que eu conseguiria sim. Daí eu fui, comecei me destacar, veio o convite da Acorremar para treinar na pista da UEM. Minha primeira Tiradentes eu fiz em 48 minutos. Depois, com treino, no ano seguinte já consegui baixar o tempo para 37 minutos. Naquele momento senti que poderia competir em alto nível”, conta Reginaldo.

    A busca por um “parceiro de corrida”

    Depois que os treinos se tornaram um hábito, o atleta sentiu a necessidade de ter uma companhia para a rotina. “Depois que pega o gosto pela corrida, é difícil largar. Você não quer faltar, mas a vezes um amigo não pode ir no mesmo dia, o outro também não pode, sempre rola esses imprevistos”, descreveu.

    Foi então que Reginaldo teve a ideia de adotar e treinar um cão. “Eu pesquisei as raças que tinham melhor desempenho, algum que eu poderia treinar, que iria me obedecer, foi quando vi que o border collie seria o ideal. Aí começou a saga de encontrar um filhote”.

    Considerada uma raça de alto valor, Reginaldo foi em busca de conhecidos que poderiam doar um filhote. Foi pouco mais de 1 ano até conseguir adotar um na cidade de Floraí. Bolt chegou na família com poucas semanas de vida, há cerca de cinco anos.

    Com aproximadamente cinco meses, o cão começou a acompanhar o tutor nos treinos. “No começo era ‘bagunça’ (risos), ele não seguia o trajeto, se distraía fácil. Mas rapidinho pegou o jeito, ficou obediente e hoje estamos aí. Ele treina comigo toda semana, já sabe respeitar o trajeto e tem um ótimo desempenho”, cita o tutor, orgulhoso.

    “Ele é um xodó, ele gosta de subir no pódio, tirar foto com as crianças, virou uma celebridade”, finaliza.

    A rotina de treinos de Bolt é compartilhada pelo tutor no Instagram: @bolttrabuco

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