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Futebol profissional custa caro. A conta nem sempre fecha apenas com a bilheteria. João Vitor Mazzer, presidente do Maringá Futebol Clube, expôs a realidade financeira do time no podcast Ponto a Ponto.
O empresário revelou que a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) já recebeu aportes significativos. Foram R$ 23 milhões investidos ao longo de nove anos. Se o valor for corrigido pela inflação, a soma se aproxima de R$ 30 milhões.
Mazzer explica que o modelo do Maringá é diferente de outros clubes brasileiros. Não há um único dono. A SAF é pulverizada. Vários empresários locais detêm pequenas cotas (1%, 2% ou 3%). “A gente começou a ratear a conta. Quando você pulveriza, fica mais leve para todo mundo”, disse ele na entrevista ao Maringá Post.
Apesar do sucesso em campo, a operação é desafiadora. Em 2025, o déficit foi de quase R$ 6 milhões. Para cobrir esse buraco, a gestão precisa ser fria. A venda de atletas é essencial para a sobrevivência do projeto.
“O torcedor critica muito a venda dos atletas. Só que ele tem que entender que é o meio de vida. É o produto que o Maringá tem para fechar essa conta”, afirmou Mazzer.
A meta é clara: chegar à Série B do Campeonato Brasileiro. Mas não a qualquer custo. O objetivo é subir e se manter. Para isso, o clube aposta em receitas alternativas. A venda de produtos oficiais, por exemplo, gerou quase R$ 3 milhões no último ano. O programa de sócio-torcedor também é visto como vital para a independência financeira da instituição no futuro.
“A gente tem que tirar o chapéu de torcedor, colocar o de dirigente e tomar decisão pensando no caixa sempre”, resumiu Mazzer.
A entrevista completa detalha outros planos da diretoria, incluindo a expectativa para o calendário de 2026.
Serviço
Assista a entrevista no canal do Maringá Post no YouTube.
Onde ouvir: Disponível também no Spotify.
Produção de áudio e vídeo: VMark Estúdio
Apresentação: Ronaldo Nezo







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