Por Wilame Prado
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O destempero do eterno menino Neymar, o relacionamento amoroso da Virginia ou a guerra contra o Comando Vermelho no RJ nem passam pela cabeça do dog. É apenas mais uma manhã quente em Maringá, e o jovem cão quer ver mesmo os carros e as motocicletas passarem enquanto ele passeia confortalmente com o seu mellhor amigo dentro da Kombi.
A lentidão no trânsito não incomoda o cachorrinho, pelo contrário. Assim, pode ficar mais tempo ao lado do dono, andando de Kombi. A vida é uma festa para ele, e o passeio diário dentro do veículo anima suas manhãs. É bom latir bem forte e esticar os músculos do corpo enquanto se trafega por ruas e avenidas de Maringá.
Como um rei, ele se sente bem tratado e amado por todos ao redor, especialmente por seu melhor amigo, o motorista da Kombi. Um possível estresse causado por conta dos ponteiros do relógio que aceleram o cotidiano é pacificado em meio ao cafuné que o ser humano transmite à espécie canina domesticada que ocupa elegantemente o banco passageiro do veículo desgastado por décadas de uso.
Sem raça definida (ou seria um Pastor Alemão, quem sabe um Belgian Malinois?), o jovem animal maringanese sequer imagina que um time de futebol da cidade adotou um cachorro como mascote para animar os torcedores durantes os jogos no Willie Davids. Ou que o dogão é considerado lanche típico em Maringá. Para ele, o que importa mesmo é a água limpa no pote, a ração e, claro, os passeios de Kombi.
Um dog com seu dono dentro de uma Kombi não quer guerra com ninguém. E os dias passarão entre cochilos, latidos e cafunés. O vira-lata que talvez ainda não tenha a fama de algum Caramelo sapeca aprontando por aí vive bem, graças a Deus. E, pelo menos naquela manhã de trânsito lento e de sol a pino logo cedo, mereceu o olhar do fotógrafo Ricardo Lopes e um retrato bem caprichado para ser eternizado nas páginas do Maringá Post. O simpático cachorro da Kombi nem sabe, mas conseguiu alegrar a manhã dos motoristas que passavam por ali.







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