Armas furtadas do Exército estavam em viatura militar, dizem fontes

O Comando Militar do Sudeste não confirmou a informação e disse que a investigação está sob sigilo.

  • Foto: Divulgação/Exército Brasileiro

    Fontes do Exército e da polícia paulista afirmaram ao Metrópoles que as 21 metralhadoras furtadas do Arsenal de Guerra do Exército, em Barueri, na semana passada, estavam numa viatura militar na garagem do quartel do Comando Militar do Sudeste. O Comando Militar do Sudeste não confirmou a informação e disse que a investigação está sob sigilo.

    As armas teriam sido usadas na Operação Agulhas Negras 2023, um treinamento realizado no Vale do Paraíba em setembro. Depois, elas deveriam ter sido guardadas em um paiol, com acesso controlado.

    O furto aconteceu na quarta-feira (11/10) e foi confirmado pelo Exército na sexta-feira (13/10). Foram levadas 13 metralhadoras calibre ponto .50, que podem derrubar aeronaves, e 8 de calibre 7,62. Uma metralhadora .50 custa cerca de R$ 150 mil no Paraguai e pode valer o dobro no mercado clandestino brasileiro.

    O Exército instaurou um inquérito para apurar o caso e aquartelou 480 militares que estão sendo ouvidos. Uma comitiva do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, que fica no Distrito Federal, chegou a São Paulo no fim de semana para apurar o caso. A Polícia Civil também dá apoio na apuração do crime.

    O furto do Arsenal de Guerra do Exército é o maior desvio de armas registrado pelas Forças Armadas desde 2009, segundo levantamento do Instituto Sou da Paz.

    O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, disse que as polícias paulistas estão empenhadas em evitar as “consequências catastróficas” do furto das armas antiaéreas. “Nós da segurança de São Paulo não vamos medir esforços para auxiliar nas buscas do armamento e evitar as consequências catastróficas que isso pode gerar a favor do crime e contra segurança da população”, escreveu Derrite no X (ex-Twitter).

     

     

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