Paraná tem quase dois milhões de trabalhadores na informalidade, revela IBGE

trabalhadores informais
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De acordo com os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o Paraná superou a marca de três milhões de pessoas trabalhando com carteira assinada em julho deste ano. Os números apontam um crescimento consistente na massa de pessoas contratadas formalmente no Estado ao longo dos últimos meses.

Por outro lado, quase dois milhões de trabalhadores ainda estão na informalidade, o que representa 30% da força de trabalho no estado.

A situação se estende a nível nacional, com mais de 38 milhões de brasileiros desempenhando funções informais, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Um estudo abrangente conduzido em todo o país pela Fundação Arymax e B3 Social, em colaboração com o Instituto Veredas, revelou que a formalidade e a informalidade no mercado de trabalho estão interligadas em um ciclo constante.

Em períodos de crises econômicas, é notável a queda nos empregos formais e um aumento na quantidade de trabalhadores informais. Tal cenário frequentemente abre espaço para a contratação de funcionários em regime formal, porém com remunerações mais baixas.

O estudo também identificou quatro categorias principais de ocupações informais:

  1. Informais de subsistência: São trabalhos que não requerem qualificação específica e são caracterizados pela instabilidade, oferecendo poucas oportunidades de crescimento profissional. Exemplos incluem pessoas que realizam “bicos” para garantir sua sobrevivência. No Brasil, cerca de 60% dos trabalhadores informais se encaixam nessa categoria.
  2. Informais com potencial produtivo: Este grupo engloba atividades que geram rendimentos mais substanciais, mas ainda estão sujeitas a incertezas e não proporcionam condições para a formalização. Pintores, por exemplo, frequentemente se enquadram nessa classificação.
  3. Informais por opção: São trabalhadores que, apesar de possuírem qualificações e auferirem rendimentos mais elevados, optam por não formalizar suas atividades, não vendo vantagens nesse processo. Profissionais como psicólogos e médicos podem ser encontrados nessa categoria.
  4. Formais frágeis: Este grupo engloba pessoas que mantêm vínculos empregatícios formais, como empregos com carteira assinada, mas sofrem com a instabilidade desses vínculos, muitas vezes sendo contratados sob regimes intermitentes. Embora suas situações sejam regulares, eles enfrentam uma maior vulnerabilidade no mercado de trabalho.

Foto: EBC


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