Deputada maringaense solicita a inclusão medicamentos no SUS para o tratamento de dermatite atópica

Maria Victoria
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Pedido foi feito pela deputada Maria Victoria (Progressistas) ao Ministério da Saúde. 59% dos brasileiros já apresentaram pelo menos um dos sintomas característicos da dermatite atópica.

Por Redação

A deputada estadual Maria Victoria (PP) solicitou ao Ministério da Saúde, nesta segunda-feira (28), a inclusão de novos medicamentos ao protocolo de tratamento da Dermatite Atópica no Sistema Único de Saúde (SUS).

A parlamentar enviou um requerimento à ministra da Saúde, Nísia Trindade Lima solicitando a incorporação dos inibidores das enzimas Janus Kinase (JAK) Abrocitinibe, Upadacitinibe, Baricitinibe e imunobiológicos, a exemplo do Dupilumabe, que são medicamentos cuja bula foi aprovada com indicação específica para o tratamento da dermatite atópica.

“Nenhum desses medicamentos está à disposição dos usuários do SUS, e apenas poucos planos de saúde cobrem o tratamento da dermatite atópica com essas medicações. São remédios mais modernos e mais eficazes”, afirma a deputada.

Opções

Maria Victoria explica que alguns dos medicamentos, a exemplo do Baricitinibe e Upadacitinibe, já foram incorporados pelo SUS, porém possuem indicação para o tratamento de outras doenças, a exemplo da artrite reumatóide.

“O SUS já adquire esses medicamentos. Precisamos incorporá-los aos protocolos de tratamento da dermatite atópica já que as bulas já orientam sobre o uso no tratamento da dermatite atópica”, reforça.

Dados

A dermatite atópica é um dos tipos mais comuns de alergia cutânea caracterizada por eczema atópico. É uma doença genética, crônica e que apresenta pele seca, erupções que coçam e crostas, geralmente acometendo dobras dos braços e parte de trás dos joelhos. Não é doença contagiosa e pode vir acompanhada de asma ou rinite alérgica.

Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia apontam que 59% dos brasileiros já tenham apresentado pelo menos um dos sintomas característicos da dermatite atópica. Porém, o diagnóstico correto para a doença ocorreu em apenas 1% dos casos. Outros 2% dos casos foram diagnosticados como alergia.

Audiência Pública

No dia 18 de Setembro, a Assembleia Legislativa realizará uma audiência pública para debater a criação da Política Estadual para Diagnóstico Precoce e Tratamento da Dermatite Atópica. A Política Estadual foi proposta pela deputada Maria Victória e está em análise na Assembleia (Projeto de Lei 502/2023).

O evento reunirá médicos especialistas da área; representantes do Ministério da Saúde, da Secretaria da Saúde, das Associações de pacientes e dos laboratórios. “Será um debate franco e enriquecedor, queremos ouvir aqueles que possuem o conhecimento técnico e a vivência sobre a doença. Esperamos receber ideias e sugestões para aprimorar o projeto de lei”,

Maria Victoria explica que a criação da Política Estadual busca assegurar o diagnóstico preciso e precoce da doença, facilitar o acesso aos tratamentos, incentivar novas políticas e ações públicas, estimular pesquisas e disseminar a boa informação entre pacientes e profissionais de saúde dos sistemas público e privado.

“A doença pode causar grande sofrimento, físico e psicológico, inclusive com algum tipo de incapacidade. É fundamental que os pacientes tenham acesso ao tratamento efetivo e possamos estabelecer ações e políticas públicas mais eficientes”, afirma.

Data

A deputada Maria Victoria também apresentou o projeto de lei 453/2023 para instituir o dia 23 de Setembro como o “Dia de Conscientização sobre a Dermatite Atópica” no Estado do Paraná.

“Queremos que a data passe a ser marcada por ações de saúde para disseminar a boa informação, espalhar a compreensão e fazer a diferença positiva na vida das pessoas afetadas pela dermatite atópica”, disse. “Informação correta é o caminho para acabar com o preconceito sobre dermatite atópica e facilitar os diagnósticos”.

Foto: Divulgação/Alep


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