Professora é indiciada por tortura contra criança de 4 anos, em CMEI de Astorga

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A Polícia Civil indiciou uma professora pelo crime de tortura contra uma criança de quatro anos. O caso aconteceu dentro da sala de aula, em um CMEI (Centro Municipal de Educação Infantil) de Astorga (cerca de 50 km de Maringá).

A acusação tem como base um vídeo da câmera de segurança, que registrou as agressões no dia 9 de maio deste ano.

A gravação mostra a professora entrando na sala, carregando o menino de forma agressiva e descuidada. Primeiro, ela o deixa em um canto da sala e, depois, o leva para o outro lado. Minutos depois, quando as outras crianças fizeram fila para o lanche, o menino é contido pela funcionária e mais uma vez carregado para o canto da sala.

Na sequência, a professora o levou para outra sala, onde não há câmeras de segurança. A criança é colocada atrás da porta e sai junto com a funcionária 40 segundos depois.

Denúncia

Em casa, os pais perceberam hematomas no corpo do filho quando ele foi tomar banho. Ao ser questionado sobre o que tinha acontecido, o menino respondeu que a professora tinha apertado os braços dele, causando os ferimentos.

Foi assim que os pais tomaram conhecimento das agressões. Eles tiraram fotos das marcas nos braços, na barriga e nas costas do garoto e realizaram a denúncia.

A mãe afirmou que pediu as imagens da câmera de segurança diretamente para a Prefeitura de Astorga, mas não conseguiu. A liberação só veio depois que a Justiça determinou o acesso às gravações.

Segundo a mãe, foi difícil acreditar nas cenas. “Cinco minutos de vídeo, vi meu filho sendo maltratado. Fiquei sem chão, meu filho sendo jogado para lá e pra cá”, ela lamenta.

Dois meses depois, a Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou a professora por tortura.

“O crime de tortura existe não somente na modalidade física, mas também na psicológica. É um sofrimento mental causado à vítima, como identificamos nesse menino”, explicou a  delegada Amanda Campos.

A professora foi afastada do CMEI e permaneceu em silêncio durante o depoimento. O caso segue para o Ministério Público.

Foto: Reprodução / Câmera de segurança


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