Após anúncio do fechamento da Yoki no Paraná, Ricardo Barros fará reunião com prefeito de Cambará

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O fechamento da unidade da Yoki no Paraná, localizada em Cambará, assustou os moradores do município de 26 mil habitantes. Com o fechamento, o impacto social e econômico envolvendo cortes de vagas de emprego atingirá pelo menos mil famílias na região. Diante da situação, o secretário da Indústria, Comércio e Serviços do Paraná, o maringaense Ricardo Barros, anunciou que haverá uma reunião na próxima terça-feira (17), no Palácio Iguaçu, em Curitiba, para discutir o problema na região do Norte Pioneiro.

Barros deverá se reunir com o prefeito de Cambará, Neto Haggi, e também com a secretária municipal da Indústria, Comércio, Turismo, Agronegócio e Inovação, Angélica Cristina Cordeiro Moreira. Serão discutidos os impactos do fechamento da unidade da maior unidade da Yoki no Paraná: na última terça-feira (10), a General Mills comunicou a reestruturação das operações e a transferência das atividades da fábrica para outro Estado até o final de 2023.

O vice-governador do Paraná, Darci Piana, informou que diversas áreas do Governo do Estado serão reunidas para buscar minimizar o impacto do fechamento da unidade, em especial em relação aos empregos e a queda de renda.

Vice-governador Darci Piana e o secretário da Indústria Ricardo Barros: reunião discutirá impactos socioeconômicos em Cambará, que perderá a maior unidade da Yoki no Paraná. Foto: Governo do Estado/Assessoria

“Vamos analisar em conjunto a melhor maneira de minimizar o impacto econômico e social, e construir um plano de ação para Cambará e região”, disse o secretário de Indústria do Paraná.

Menos empregos e menos tributos
A transferência da unidade provocará o corte de 750 vagas de empregos diretos e cerca de 300 postos de trabalhos indiretos na cidade que tem 26 mil habitantes. A unidade de produção de alimentos funciona há 42 anos na cidade e foi adquirida em 2012 pela General Mills. De acordo com a prefeitura, a previsão é de que haja uma queda de R$ 6 milhões no orçamento municipal, montante proveniente do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

Surpresa com a notícia do fechamento da unidade da Yoki, a secretária municipal de Indústria, Comércio, Turismo, Agronegócio e Inovação de Cambará, Angélica Cristina Cordeiro Moreira, disse que o Município preparava propostas de incentivo e que inclusive já tinha uma área para expansão da fábrica, que atualmente possui seis pavilhões.

O comunicado do encerramento das atividades se deu em um rápido encontro com diretores do grupo, comentou a secretária. Os empregados também foram avisados e atualmente há uma aflição coletiva em Cambará, após o anúncio do fechamento da unidade da Yoki e até mesmo uma possibilidade do encerramento e consequentes demissões antes mesmo do final deste ano.

Motivações
A multinacional afirmou que o fechamento da planta é uma ação estratégica envolvendo o crescimento da empresa no País: “A General Mills está promovendo ajustes em suas atividades para redução de complexidades em sua operação, visando oferecer melhor nível de serviço aos seus clientes e consumidores no Brasil. (…) A partir da otimização de sua cadeia operacional, a empresa deve criar condições para maior integração entre suas estruturas logística e de manufatura”, justificou.


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