Em convenção do PDT, Ciro faz ataques a Lula e Bolsonaro

Ciro foi oficializado como candidato do PDT ao Palácio do Planalto, na convenção nacional do partido, na última quarta-feira (20).

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    Com ataques ao presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) foi oficializado na quarta-feira, 20, como candidato do partido ao Palácio do Planalto. A convenção foi a primeira entre os presidenciáveis. Ciro criticou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL). O candidato ainda não tem um vice. “Se depender de mim será mulher”, disse.

    Esta será a quarta tentativa do ex-governador do Ceará de chegar à Presidência da República. Sem ter conseguido até agora o apoio de nenhuma outra legenda, Ciro tenta romper a polarização da política nacional entre Bolsonaro e Lula, que estão à frente nas pesquisas de intenção de voto.

    No levantamento mais recente do Datafolha, divulgado em 23 de junho, Ciro aparece com 8%, em terceiro lugar, atrás de Bolsonaro (28%) e Lula (47%). No primeiro turno da eleição de 2018 ao Planalto, o ex-ministro obteve 12,47% dos votos e ficou na terceira colocação.

    Em mais uma série de críticas aos seus principais adversários, Ciro disse que Lula e Bolsonaro ignoram a população e patrocinam uma disputa pessoal. “Por seus erros, Lula parece ter saído da prisão para aprisionar o Brasil em uma camisa de força. Por sua má índole, Bolsonaro, que chegou ao poder pelo voto, quer usar o voto para destruir as eleições e a própria democracia”. Ciro afirmou ainda que Bolsonaro é “produto da construção magoada e iludida do povo brasileiro com a ladroeira do lulopetismo”.

    Em um recado a Bolsonaro, que tem ameaçado não reconhecer o resultado da eleição caso perca, Ciro disse que haverá “baionetas antidemocráticas”. “Não haverá serrote, serra elétrica ou baioneta antidemocráticos capazes de derrubá-la (a democracia), porque um gigantesco cordão humano, de milhões de brasileiras e brasileiros destemidos a protegerão com seus corpos e, se necessário, estarão dispostos a irrigá-la com seu próprio sangue”, afirmou o pedetista no palco da sede nacional do partido em Brasília.

    Em entrevista após o discurso, Ciro Gomes criticou Lula por tentar atrair o apoio do MDB. “O que o Lula está fazendo com a senadora Simone Tebet é puro fascismo. Aliciar uma banda de ladrões do MDB, corruptos, velhos sócios dele, Lula, na roubalheira, Eunício Oliveira, Renan Calheiros, Romero Jucá, Eduardo Braga, Edson Lobão, para tirar o direito da senadora de ser candidata, é puro fascismo. Enquanto ilude a população que combate o fascismo”, atacou Ciro durante a solenidade partidária

    Em palco acompanhado por pré-candidatos a governos estaduais, Ciro criticou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), conhecida como Kamikaze, que ampliou e criou uma série de benefícios sociais visando apoio eleitoral para Bolsonaro. Segundo o ex-governador do Ceará, o presidente usa “a mão pesada, de autocrata” e “cria mentiras sobre a segurança das urnas e insinua intervenção armada”. Bolsonaro também usa “a mão ágil, de larápio”, de acordo com Ciro, e “moldou a famigerada PEC Kamikaze, o maior estelionato eleitoral da nossa história”.

    Histórico

    Com 64 anos, Ciro tem um histórico de posicionamentos à esquerda, já foi próximo ao PT, mas rompeu com o partido e concentra suas críticas tanto em Bolsonaro, quanto em Lula. Nascido em Pindamonhangaba (SP), mudou-se ainda criança para Sobral (CE). No Estado nordestino, foi deputado estadual, prefeito de Fortaleza e governador.

    Estadão Conteúdo

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