“Independente do grau de trauma sofrido em um acidente, o paciente precisa de fisioterapia”, diz especialista

No “Papo de Especialista” desta quinta-feira (07), a Professora Viviane de Pinho Costa, especialista em fisioterapia neurofuncional, explicou sobre politraumatismo e a importância da fisioterapia.

Professora Viviane é Coordenadora dos cursos de enfermagem e fisioterapia e professora de medicina da PUC Londrina. Ela é membro da Diretoria de Associação Brasileira de Fisioterapia Neurofuncional, e do Departamento de Fisioterapia da ABRAFIM.

Segundo a fisioterapeuta, é difícil que usuários de motocicleta, quando envolvidos em um acidente, saiam ilesos de fraturas. Isso porque, apesar de estarem utilizando capacete e protegerem as cabeças, seus corpos estão expostos, não estão protegidos pela estrutura e pelos airbags, como dos automóveis.

Professora Viviane explica que a fisioterapia é essencial no processo de recuperação de quem sofre fraturas, e essa recuperação tende a ser longa.

Ela expõe que a fisioterapia se inicia nas avaliações dos profissionais de medicina e enfermagem ainda no hospital, continua com a fisioterapia a nível hospitalar, e vai até os encaminhamentos para diversos tipos de tratamento, que acontecem após a alta dos pacientes.

Segundo a professora, independente do grau de trauma que o paciente sofre, ele deve passar pela fisioterapia.

“A fisioterapia tem começo, meio e fim. Esses pacientes também recebem alta, mas muitas vezes essa alta é limitada a recolocação da pessoa nas condições mínimas necessárias para voltar a trabalhar, para voltar a ter qualidade de vida”, afirma.

A professora Viviane frisa que o fisioterapeuta precisa ter um olhar clínico para compreender, não somente a fratura local do paciente, mas o que essa fratura pode causar na vida dele. E além do olhar clínico, esse profissional do movimento precisa ter um olhar dinâmico, para adaptar as condições de treinamento no tratamento de seus pacientes.