Polícia apura denúncia contra líderes religiosos suspeitos de submeterem crianças a trabalho análogo a escravidão

Adolescente apreendido
Investigadores da Polícia Civil de Maringá, através do Nucria (Núcleo de Proteção a Criança e Adolescente Vítimas de Crime), com o apoio da Delegacia de Paiçandu e da 9 Subdivisão Policial (SDP), cumpriram nesta terça-feira, 14, mandados de busca e apreensão em Maringá e Paiçandu, com o objetivo de verificar a prática do crime de submissão de crianças e adolescentes a trabalho em condições análogas à de escravo. O alvo da operação trata-se é um local denominado de clínica de reabilitação, para dependentes químicos, comandada por um casal de líderes religiosos. A investigação realizada pelo Nucria apontou que uma criança de 7 anos trabalhou por meses na casa de recuperação, em jornadas exaustivas e condições degradantes de trabalho. Auditores da Gerência Regional do Trabalho em Maringá e os Conselhos Tutelares de Maringá e Paiçandu participaram da diligência. Nesta terça-feira, não foram localizados menores, mas constatou -se possível prática do crime contra adultos em situação de vulnerabilidade. Auditores fiscais fizeram diversas notificações. Durante a diligência, em Paiçandu, uma mulher que estava na residência foi presa, já que havia um mandado de prisão vigente pelo crime de tráfico de drogas. A polícia não revelou mais detalhes sobre o caso e informou que as investigações serão mantidas.

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