Vida de escritor: Você já ouviu falar da síndrome do impostor?

Você já se questionou se alguma de suas conquistas foi pura sorte, ou se você não as merecia? Você acha que um dia vão descobrir que você é uma farsa, pois você não é tão bom assim?

Esses podem ser questionamentos que alguém com a Síndrome do impostor tem.

Pegue sua bebida favorita e vamos começar um papo sério.

Leitor, você já ouviu falar sobre essa síndrome?

Bom, em suma, a Síndrome do impostor não é uma doença, mas um  “ estado psicológico de grande ansiedade, acompanhado pelo medo de ser avaliado e de fracassar, além de um grande sentimento de culpa e inferioridade.”

Então você me pergunta: Mas Josi, o que isso tem a ver com a escrita?

Estudos comprovam que artistas de diversas áreas tem maior propensão em ter depressão, ansiedade ou  esse estado psicológico chamado de Síndrome do impostor, devido os artistas terem uma alma mais sensível. Também é comum que artistas estejam sempre  insatisfeitos com seu trabalho, buscando uma perfeição que só existe na sua cabeça (já que o conceito é algo perfeito, é diferente para cada pessoa).

Eu, como escritora, já vi diversos amigos escritores se perguntando se o que fazem é bom o suficiente, se merecem o destaque que eles têm ou ainda “vão ser descobertos, que são um fracasso”. E,  diversos momentos,  já duvidei das minhas capacidades.

Esse sentimento pode vir a partir de alguma parte do processo criativo que não esteja fluindo bem: se o autor tem o famoso “branco”, ou se ele não termina sua primeira versão satisfatoriamente, ou até se houveram muitas correções em seu original no processo editorial.

O remédio para esse estado melancólico e desacreditado de si mesmo, é sempre a inteligência emocional. Sempre quando sua mente vier com estes pensamentos involuntários, tente descobrir a origem destes medos.

Exemplos: 

  • Se você teve um “branco” na hora de escrever, talvez você esteja muito cansado ou estressado (e como já vimos em um LiteraturaPost anterior, essa combinação não deixa a criatividade fluir), ou a história não está seguindo o rumo que ela deveria. Reveja seu planejamento, ou faça um, revise as intenções do personagem, veja qual final você quer chegar para que os meandros da história estejam condizentes.
  •  Se houve muitas correções no processo editorial, é importante que você avalie essas alterações. Ninguém é bom em tudo, por isso existem profissionais de ortografia, copidesque e leitura crítica. Porém a história é sua e você é soberano sobre ela.
  • Se você sente que não é bom o suficiente, veja o que pode ser melhorado, o que você quer aprender mais e como pode estudar. E, principalmente, se recorde de suas conquistas, dos desafios superados nessa caminhada. 

Definitivamente: você não é uma farsa.

 E claro, a rede de apoio com professores e outros escritores, torna mais fácil passar por esses momentos sombrios, pois quando se divide experiências pessoas é perceptível que todo mundo já duvidou de suas capacidades alguma vez na vida. O importante é saber transpor estas dificuldades para se tornar um escritor ainda melhor.
Porém, se persistirem esses pensamentos, o melhor é buscar ajuda médica, okay? 

Leitor, você conhecia a síndrome do impostor? Se reconheceu em alguma das situações acima?  Me conta nos comentários.

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