Terceira idade, melhor momento da vida: Vamos nos cuidar

saude idoso

A terceira idade é uma época em que é necessário tomar muitos cuidados com a saúde, tudo para garantir o bem-estar e qualidade de vida.
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O número de pessoas com idade de 60 anos ou mais continua aumentando gradativamente. Os idosos, que em 1991 representavam 7,3% da população, em 2025 irão representar 15%. Na realidade, a segunda metade do século XX foi salientada pelo aumento absoluto de adultos. A expectativa de vida média está aumentando regularmente e espera-se que a média de idade no ano de 2020 seja em torno de 73 anos, tanto para homens como mulheres. A manutenção da saúde dessa população vem se tornando uma tarefa importante para os médicos, no que se refere aos cuidados primários.

As estatísticas mostram que a maior causa de mortalidade e morbidade é a doença cardiovascular. A doença coronariana (Infarto e angina) é a causa de 70 a 80% de mortes, tanto em homens como em mulheres e a insuficiência cardíaca congestiva (coração fraco, “inchado”), mais comum de internação hospitalar, de morbidade e mortalidade na população idosa. Ao contrário da doença coronariana, a insuficiência cardíaca congestiva continua aumentando.

Ao se avaliar o idoso, quanto ao predomínio das doenças, as crônico-degenerativas se destacam e entre elas a doença coronariana (Infarto e Angina). A incidência de cardiopatia isquêmica, na idade de 70 anos, é de 15% nos homens e 9% nas mulheres. Com diagnóstico clínico médico, a doença coronariana aumenta para 20% tanto no homem quanto na mulher. Estudos de autópsia em clínicas de pacientes com idade de 90 anos ou mais revelaram que 70% desses tiveram uma ou mais oclusões de vasos coronarianos (Infarto). A idade é um fator independente para a doença coronariana.

Além da idade, outros fatores de risco podem ser adicionados, como hipertensão, diabetes mellitus, fumo, dislipidemias, sedentarismo e obesidade. A avaliação e o tratamento dos fatores de risco coronarianos são muito discutidos e às vezes controversos. Isto se deve a alta prevalência desses fatores nessa faixa etária, como hipertensão ou dislipidemias.

Atualmente, o que preocupa no idoso é a sua saúde global, tornando as comorbidades importantes. As características fisiológicas, fisiopatológicas próprias e as necessidades diferenciadas, principalmente pelo aspecto socioeconômico, exigem uma preparação adequada e um atendimento integrado de saúde. E quando cuidadas com maior carinho e dedicação, poderão abreviar e prevenir melhor as doenças do coração, e oferecer uma melhor qualidade de vida.

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Os riscos com as quedas frequentes incluem os perigos ambientais, com o modo de andar, perturbações de equilíbrio e uso de drogas hipnóticas, sedativa e muitas outras constituindo a polifarmácia. A dieta e a atividade física são dois fatores principais no estilo de vida. Ambos, dieta e exercícios físicos, tanto em excesso como em escassez provocam problemas e interferem na modificação do estilo de vida, na prevenção de doenças e inaptidão.

A sexualidade faz parte do bem estar e da vida do paciente idoso. Embora o tempo e a intensidade da atividade sexual possam mudar com os anos, não deveria ser considerada como parte do processo de envelhecimento normal. Estudos mostram que 74% de homens casados e 56% de mulheres casadas com mais de 60 anos permanecem ativos. Os problemas que mais afetam o funcionamento sexual incluem artrite, diabetes, fadiga, álcool, problemas cardíacos e drogas.

Pelos fatos mencionados, necessitamos de ter apropriados protocolos preventivos, um grupo multidisciplinar e estratégias individualizadas para determinadas especificidades, idade biológica e probabilidade de vida, como também preferências individuais e desejos. Somos o idoso de amanhã, vamos se preocupar com nosso futuro.

Fonte: Arquivos Brasileiros de Cardiologia

Dr. Marcelo Aguilar Puzzi

Cardiologista e Hemodinamicista