Reunião entre Prefeitura de Maringá e representantes da Saúde termina sem solução

Na manhã desta quinta-feira (9), representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá (Sismmar) foram recebidos pelo superintendente da Secretaria Municipal de Saúde para debater sobre a mudança de escala dos profissionais. Entidade afirma ter saído do encontro sem respostas e mantém assembleia que pode aprovar indicativo de greve da categoria.

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    Apesar de uma reunião ocorrida nesta quinta-feira (9), o impasse da mudança de escala dos profissionais da Saúde de Maringá segue sem solução. Representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá (Sismmar) e da categoria foram recebidos, na sede da Secretaria Municipal de Saúde pelo superintendente da pasta, José Orlando Villa.

    O secretário de Saúde de Maringá, Antônio Carlos Nardi, não participou do encontro por estar em viagem oficial. De acordo com o Sismmar, a reunião não resultou em nenhum princípio de acordo e a assembleia extraordinária da categoria, convocada para sábado (11), às 8h30, segue mantida. Ela poderá aprovar o indicativo de greve da categoria, manifestadamente contrária a mudança proposta pelo Executivo.

    Conforme denunciado pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Maringá (Sismmar), comunicados internos para funcionários têm alertado sobre a revogação da escala 12×60 e o retorno da escala 12×36, para todos os servidores, a partir do dia 1º de maio. A medida será válida para tralhadores das UPAs e do Hospital Municipal.

    No dia 31 de março, o Diário Oficial do município trouxe a publicação do decreto 634/2026, que revogou um outro anterior, o Nº 1928/2021, que autorizava a ampliação das horas de descanso na escala dos profissionais da Saúde.

    A escala 12×60, que até então era executada sem regulamentação, só foi para o papel em junho do ano passado, após o Executivo criar a lei que regulamentou a jornada semanal de 30h para a Enfermagem, após intensa mobilização da categoria. Em fevereiro de 2025, a Secretaria de Saúde já havia feito um movimento para adotar, em definitivo, a escala 12×36, mas recuou após mobilização dos próprios servidores.

    O Sindicato se embasa na lei complementar Nº 774/2009, de Maringá, para sustentar que a alteração na escala é ilegal. A lei afirma que trabalhadores das unidades de Pronto Atendimento da cidade contratados diretamente pelo Executivo poderão trabalhar em escalas de 6h diárias ou de 12×60.

    Em entrevista à rádio Pinga Fogo FM nesta quarta (8), o prefeito Silvio Barros (PP) admitiu que a alteração pode gerar “desconforto” para alguns servidores, mas ponderou que a medida é considera “fundamental” pela Secretaria de Saúde, que tem autonomia dentro do Executivo para decidir sobre o assunto.

    “Nós estamos encerrando uma fase onde a escala de trabalho de 12×60, que foi criada para atender o momento da Covid, não temos mais Covid, então teoricamente acabou. A Secretaria de Saúde entendeu que, neste momento, não se justifica mais manter uma escala 12×60. Vai ter problema para algumas pessoas? Talvez, talvez exista, pois você ficar 60 horas sem precisar voltar ao seu trabalho pode permitir que algumas pessoas tenham outros trabalhos, agora a gente volta para a escala 12×36, que é a normal para este tipo de serviço. Isto pode ter causado algum desconforto, a gente entende isso, foi avisado com antecedência, mas é uma necessidade que a Secretaria de Saúde entende ser fundamental para que a gente possa dar o atendimento que a população merece”, disse o prefeito de Maringá.

    A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Maringá para comentar o assunto e aguarda um retorno.

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