Uma das regras mais rígidas do movimento Legendários desafia a percepção externa de que o grupo promove o distanciamento entre homens e mulheres. Para participar da jornada de 72 horas na montanha, cada homem precisa apresentar o aval por escrito de sua esposa.
A medida foi detalhada pelo coordenador regional do movimento, Weslley Matos. Segundo ele, o objetivo é garantir que a experiência espiritual não seja uma fuga das responsabilidades domésticas.
“Para o homem subir a montanha, ele precisa ter a autorização da esposa dele. Como é que a gente está falando de machismo, se ele precisa ter o aval?”, questionou durante entrevista ao podcast Ponto a Ponto, do Maringá Post.
O exemplo começa dentro de casa
Weslley explicou que a “plena comunhão” familiar é a base da metodologia. O movimento entende que o tempo investido na montanha só faz sentido se o homem já estiver investindo tempo e cuidado em sua própria família.
“Se ele não está fazendo isso dentro de casa, nós não precisamos que ele venha para passar 72 horas na montanha. O exemplo dele tem que ser primeiro feito dentro de casa”, afirmou o líder.
O critério de participação exige que a esposa demonstre apoio ao marido no serviço e nas atividades do grupo. Essa dinâmica busca inverter a lógica de grupos masculinos que excluem a figura feminina.
Resgate do romantismo e proteção
O diretor executivo em Maringá, Marco Massolin, reforçou que o objetivo do Legendários é tornar o homem um marido melhor. Ele pontuou que, ao resgatar a masculinidade, o foco está na proteção e no cuidado com a mulher.
“Para as mulheres, é importante se sentir protegida pelo homem, se sentir realmente valorizada pelo homem”, disse Massolin.
A entrevista completa com os líderes do Legendários está disponível no podcast Ponto a Ponto, no canal do Maringá Post no YouTube.
Apresentação: Ronaldo Nezo
Produção de áudio e vídeo: VMark Estúdio








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