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A tradicional encenação da Paixão de Cristo de Maringá será apresentada nesta quarta-feira (1º) e na Sexta-feira Santa (3), às 20h, no Eurogarden, com entrada gratuita. Considerado o maior espetáculo do gênero no Sul do Brasil, o evento reúne cerca de 200 atores e deve atrair até 40 mil pessoas nos dois dias de apresentação.
Com estrutura de som imersivo, grandes painéis de LED e um cenário preparado ao longo de meses, a montagem promete levar o público a uma experiência intensa e emocionante sobre os últimos momentos de Jesus Cristo. De acordo com o diretor artístico, diácono Anselmo José, a expectativa é de grande participação popular.
“As expectativas são as melhores, que o público compareça para ver um belo espetáculo. Se fizer um bom tempo, tenho certeza que a população verá uma bela apresentação feita com muito carinho”, afirmou.
A produção envolve meses de preparação, desde a montagem do cenário até os ensaios com o elenco. “A preparação começa bem antes, com leituras do roteiro, definição de elenco e ensaios frequentes. É um grande quebra-cabeça que a gente monta ao longo dos meses”, explicou.
A interpretação de Jesus
Um dos destaques deste ano é o ator Lucca Lorenzetti Pastrelli, que interpreta Jesus Cristo. Participando da encenação desde 2018, ele destaca a responsabilidade e a emoção de viver o papel principal.
“É uma honra muito grande interpretar Jesus, é uma responsabilidade que vai além do palco, envolve minha vida pessoal e espiritual. A expectativa é altíssima”, disse.
O ator contou que sua trajetória na peça começou em papéis menores até chegar ao protagonismo. “Eu comecei como guarda, depois fui apóstolo, fiz Jesus ressuscitado e, desde o ano passado, interpreto Jesus em todo o espetáculo”, relatou.
Para Lucca, algumas cenas têm um impacto emocional ainda mais forte durante a apresentação.
“O encontro de Jesus com Maria no caminho da cruz é um dos momentos mais emocionantes. É como se ali ele pudesse, por um instante, descansar no colo da mãe. Isso mexe muito com a gente”, afirmou.
Ele também destacou a intensidade das cenas envolvendo a traição de Judas. “A gente fica tão imerso que começa a sentir o que o personagem sente. Quando chega a cena da traição, é como se o coração realmente se enchesse de tristeza”, contou.
Outro ponto ressaltado pelo ator é a experiência única do teatro ao vivo. “Cada apresentação é diferente. Mesmo sendo a mesma história, o sentimento muda, o público muda, e isso faz com que cada dia seja como a primeira vez”, disse.

A interpretação de Judas
Também destacando no elenco está o ator Marcelo Carvalho, que interpreta Judas há seis anos. Para ele, o papel vai além da visão tradicional do personagem.
“O Judas não é só sobre traição. Ele mostra a fragilidade humana, o arrependimento. É um dos papéis mais desafiadores que já fiz”, disse.
Marcelo relembra que começou na produção como soldado e, posteriormente, foi convidado para viver o apóstolo que trai Jesus. “Desde o primeiro convite já dá aquele frio na barriga. Mesmo fazendo há anos, cada edição é diferente, é como se fosse a primeira vez”, contou.
O ator também destacou a profundidade emocional da montagem deste ano. “O público pode esperar cenas mais intensas. A direção trouxe uma abordagem mais real, mais forte, que vai mexer bastante com a emoção”, adiantou.
Para ele, a principal mensagem do espetáculo é a reflexão. “A Paixão de Cristo leva o público a pensar sobre perdão, atitudes e escolhas. Eu mesmo me pego refletindo: como eu reagiria naquela época?”, afirmou.
Paixão de Cristo no Eurogarden
Realizada ao ar livre mais uma vez no Eurogarden, a encenação encontrou no novo espaço uma estrutura mais ampla e confortável para o público. “A visibilidade melhorou e o espaço é mais aberto. O retorno da população tem sido muito positivo”, destacou Anselmo.
A expectativa é de público entre 40 mil e 60 mil pessoas somando os dois dias de apresentação, consolidando o evento como uma das maiores manifestações culturais e religiosas da região.
Além do aspecto artístico, o ator Lucca Lorenzetti Pastrelli, que interpreta Jesus Cristo, reforça o caráter reflexivo da encenação.
“Eu espero que as pessoas cheguem de coração aberto, não só para assistir a um espetáculo, mas para viver essa história. Que possam se emocionar, refletir e se conectar com a mensagem”, destacou.









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