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Uma das épocas do ano mais celebradas no comércio varejista, a Páscoa de 2026 segue gerando bons indicadores. Segundo uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, mais de 106 milhões de brasileiros irão às compras para a data, comemorada no próximo domingo (5), representando um aumento de cerca de 4 milhões de pessoas consumindo no comparativo com o ano passado.
Os ovos de páscoa lideram como item que mais receberá investimento dos consumidores: 56% do total que irá às compras afirmam que irão comprar o doce típico. A pesquisa também revela que cada brasileiro gastará, em média, R$ 253 com a data.
Em meio a um mercado aquecido, um outro indicador chama a atenção. Conforme dados do Sebrae, 20% dos consumidores que comprarão ovos rejeitam as marcas industrializadas, afirmando que irão consumir produtos artesanais, feitos por pequenos confeiteiros.
O indicador reflete uma realidade que é possível observar em várias cidades do Brasil, entre elas Maringá: pequenos empreendedores que, da cozinha de suas casas, resolvem investir na Páscoa para conseguir uma renda extra. A reportagem do Maringá Post foi atrás de algumas dessas histórias.
A Yasmin Cabral, de 26 anos, faz parte desta estatística. Ainda na infância, morando em Iguaraçu, a jovem se integrou ao universo da cozinha, dando os primeiros passos com uma vizinha, que era confeiteira e a ensinou o que sabia. Apaixonada pela confeitaria, ela foi se aprimorando até que, em 2019 e já morando em Maringá, resolveu lançar a própria marca de doces artesanais, que ela segue vendendo até hoje.
A renda obtida com a produção ajuda a confeiteira amadora a custear a faculdade de Publicidade e Propaganda, que ela ingressou recentemente. Além dos tradicionais brigadeiros, bolos e brownies, a clientela sempre pede por ovos de páscoa artesanais.
“Hoje eu tenho alguns trabalhos no meu Instagram, sou social media por conta da faculdade, mas ainda assim continuo com os doces, pois é uma renda extra. Eu me descobri na parte do social media, gosto de produção de conteúdo, de gravação. No passado cheguei até a sonhar em ter minha própria confeitaria, hoje mudei de ideia, mas mesmo assim sigo produzindo pois, além de tudo, a confeitaria é uma terapia para mim. A Páscoa é uma época ótima, as pessoas sempre buscam ovos artesanais e, comigo, não seria diferente. Tem sido uma loucura dar conta dos pedidos, mas fico feliz que as pessoas gostam”, relatou.
Quem também aproveita esta época do ano para faturar é a Michelle Gonçalves. Servidora pública, ela também começou uma produção artesanal de doces no fim de 2023. Mesmo com um emprego estável, na época o objetivo era ganhar uma renda extra para pagar a própria festa de casamento.
O casamento se realizou e, mesmo assim, os pedidos continuaram. Vendo o bom retorno da confeitaria, ela decidiu continuar. “Eu comecei no final de 2023, que daí foi no Natal que comecei a fazer chocotone recheado porque eu iria me casar. Aí eu fiz o Natal de 2024, depois a Páscoa, então começou a bombar e eu continuei para juntar dinheiro para o casamento. Daí eu casei, só que como deu um lucro legal, eu resolvi continuar, investir nisso. Hoje concilio as duas coisas, dou aula durante o dia e trabalho na produção a noite e fim de semana”, relatou.
Para este ano, os pedidos de páscoa já começaram a chegar. “No primerio ano foi um desafio, chegou muita gente querendo comprar e fiquei com medo de não dar conta (risos). Esse ano, por enquanto, está tranquilo, mas já estamos recebendo encomendas”, finalizou.








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