Linhas podem deixar de operar caso vandalismo no transporte coletivo em Maringá persista, afirma Sindicato

Nessa quarta-feira (11), Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC) pediu conscientização e afirmou que motoristas “estão no limite” após escalada de casos de vandalismo ocorridos dentro dos veículos. Sindicato que representa os motoristas afirma que, sem garantias de segurança, alguns trajetos “se tornam inviáveis”.

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    O Sindicato dos Motoristas Rodoviários de Maringá e Região (Sinttromar), que representa os motoristas do transporte coletivo na cidade, não descartou trabalhar pelo encerramento de algumas linhas de ônibus caso as denúncias de vandalismo dentro dos veículos persista.

    Nessa quarta-feira (11), a Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC) procurou a imprensa e fez um apelo diante da escalada de casos de ônibus vandalizados no município nas últimas semanas. Conforme representante da empresa, alguns motoristas estariam “no limite”.

    Somente na última semana, ao menos dez ônibus foram danificados por passageiros, em sua maioria adolescentes com idades entre 12 e 17 anos, que utilizam o modal para ir e voltar das escolas. Entre os atos de vandalismo registrados, estão a depredação de janelas, bancos e câmeras de segurança, que são arrancadas pelos jovens. Em casos mais extremos, há casos de adolescentes acendendo fogueiras dentro do modal. A empresa diz ainda não ter quantificado um prejuízo.

    “O que ocorre é começou a escalonar, muito, esses casos de vandalismo. É arrancar estofamento de ônibus, é arrancar o teto ali onde tem aquela saída de emergência, eles arrancam aquilo ali e sobem no teto do veículo com o veículo em movimento, eles abrem as portas do veículo em movimento através da saída de emergência, pulam a roleta. É algo por vezes assustador. Na última semana, nós fizemos um registro de dez câmeras dos veículos que foram arrancadas, eles acabam chutando essas câmeras até ser arrancada, aí arranca a câmera e leva embora, e isso vem escalando, a empresa está assustada com a quantidade de ocorrências que têm sido registradas nos últimos dias”, disse o advogado que representa a TCCC, Fabiano Moreira.

    Ao Maringá Post, o Sinttromar afirmou que, caso “a empresa não implemente medidas de segurança dentro dos ônibus, é possível que algumas linhas deixem de operar”. Segundo o Sindicato, sem garantias de segurança aos motoristas, alguns trajetos tornam-se “inviáveis”.

    Por meio de nota, a Prefeitura de Maringá repudiou os atos de vandalismo e destacou manter campanhas permanentes de conscientização contra esse tipo de ação. O Executivo pretende acionar o Ministério Público para solicitar auxílio em medidas de prevenção. Leia a nota na íntegra:

    “A Prefeitura de Maringá lamenta os relatos de vandalismo e desrespeito no transporte coletivo, especialmente envolvendo jovens estudantes. Situações como essas são ainda mais preocupantes, já que muitos utilizam o passe do estudante, que garante gratuidade justamente para assegurar o acesso à educação.
    Por se tratar, em muitos casos, de jovens menores de idade, a situação exige atenção e encaminhamento adequados, com a participação de diferentes órgãos. A Prefeitura pretende realizar uma reunião de alinhamento com o Ministério Público, para que as decisões e medidas relacionadas à conduta desses jovens estejam integradas e amparadas pelas instâncias competentes.
    O município reforça que mantém campanhas permanentes de mobilização, conscientização e cidadania, incentivando o respeito ao próximo dentro e fora dos ônibus, além do cuidado com os veículos e com os próprios pontos de parada do transporte coletivo. Além disso, a Prefeitura também tem atuado na conscientização contra práticas de evasão no transporte coletivo, como pular a catraca ou forçar a entrada pela porta traseira. Esses comportamentos prejudicam a operação do sistema e do programa Passe Live, comprometem a segurança e reduzem o conforto dos passageiros que utilizam o serviço regularmente.
    O município reforça que está buscando soluções conjuntas para enfrentar o problema e garantir um transporte coletivo seguro e de qualidade para toda a população.”

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