‘La Violencia en el Espacio’ traz para Maringá parte da história da ditadura militar argentina

Exposição será aberta nesta segunda-feira (02), na Biblioteca Central da UEM; mostra reúne textos, imagens e documentos para analisar como o planejamento urbano pode ser usado como forma de dominação estatal

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    A exposição internacional “La Violencia en el Espacio” será aberta nesta segunda-feira (02), às 11 horas, na Biblioteca Central Maria Grazia Zolet, na Universidade Estadual de Maringá (UEM), para discutir como a arquitetura e o planejamento urbano podem ser utilizados como instrumentos de dominação estatal e, ao mesmo tempo, de resistência coletiva. 

    Coordenada por Pamela Colombo e Carlos Salamanca e viabilizada pelo Departamento de Cultura da Pró-reitoria de Extensão da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), a mostra analisa políticas implementadas durante a ditadura militar argentina (1976–1983), que transformaram o desenho das cidades e impactaram diretamente a vida da população.

    Em cartaz até 02 de abril, a exposição é resultado de parceria com a Diretoria de Cultura da Pró-reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e já circula há oito anos por três países, com milhares de visitantes. A proposta parte de uma pesquisa em artes visuais e arquitetura que identifica um discurso comum sobre a forma de construir e reorganizar cidades, especialmente a partir de políticas de gentrificação implementadas na Argentina durante o regime militar.

    A instalação é composta por 11 estruturas de madeira, chamados “cubitos”, preenchidas com imagens e textos. Ao todo, são 55 textos e 55 imagens organizados em cinco recortes temáticos que abordam diferentes formas de dominação do Estado sobre o cidadão, desde a ideia da “cidade que estrangula” até o modo como o poder do espaço pode ser catapultado e potencializado como mecanismo de controle. 

    Divulgação / UEM

    A mostra mescla textos acadêmicos densos com fotografias de cidades argentinas, mapas, contratos sociais e registros documentais. O conteúdo completo pode ser acessado por meio de QR Code disponível na exposição, permitindo que o visitante leve os textos para leitura posterior. 

    Segundo os organizadores, a iniciativa busca aproximar a produção científica da sociedade ao transformar resultados de pesquisas universitárias em uma experiência expositiva imersiva. A visitação é gratuita e aberta à comunidade.

    Luciano d’Miguel (UNILA).

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