Câmara aprova veto a projeto que prevê reciclagem de aparas de lápis em escolas de Maringá

Texto de autoria do vereador Professor Pacífico (Novo) havia sido aprovado pelos vereadores em novembro de 2025. Prefeitura, no entanto, solicitou veto total ao projeto citando dificuldades de operacionalização da iniciativa. Placar final foi de 11 votos a 8.

  • Tempo estimado de leitura: 3 minutos

    A Câmara de Maringá aprovou, na sessão desta terça-feira (24), um veto total do Executivo a um projeto que prevê um programa de reciclagem de aparas de lápis em escolas de Maringá. O placar da votação foi apertado, com 11 votos a 8 em favor da derrubada da lei.

    O projeto, originalmente, havia sido aprovado em novembro do ano passado pela Câmara, após proposição do verador Professor Pacífico (Novo). O texto visava instituir um programa pedagógico, além de um projeto prático com o objetivo de destinar as aparas de lápis apontados pelos alunos, nas escolas municipais, para serem destinados para hortas comunitárias.

    A ideia era de que as aparas fossem utilizadas como adubo para as plantações, bem como que os estudantes fossem envolvidos em atividades que explicassem o processo. Pacífico, autor do projeto, tem envolvimento direto na pauta e experiência com a manutenção de horas comunitárias em Maringá.

    Apesar do caráter ambiental da iniciativa, a Prefeitura enviou ao legislativo um pedido de veto ao texto. Os argumentos do Executivo foram a suposta falta de estruturação pedagógica e dificuldades de operacionalização da proposta.

    Conforme a Mensagem de Lei enviada aos vereadores, a Prefeitura argumenta que o texto, previamente aprovado na Câmara, “não apresenta diretrizes estruturadas que assegurem a efetiva integração do programa às aprendizagens essenciais dos estudantes”. Segundo o município, “ausentam-se, no texto legal, objetivos educacionais claros, atividades formativas específicas, metodologias orientadoras e mecanismos de acompanhamento e avaliação capazes de mensurar os impactos educacionais da proposta”.

    Sobre a parte operacional, o município cita que “o texto legal atribui diretamente às unidades escolares responsabilidades como coleta, armazenamento, orientação dos alunos e encaminhamento periódico das aparas de lápis, sem, contudo, definir logística específica, periodicidade de recolhimento, infraestrutura mínima, equipe técnica de apoio, protocolos de segurança e higiene, parâmetros de fiscalização ou capacitação dos profissionais envolvidos”.

    Além de Pacífico, votaram contra o veto Angelo Salgueiro (Podemos), Daniel Malvezzi (Novo), Giselli Bianchini (PP), Italo Maroneze (PDT), Jeremias (PL), Mário Verri (PT) e Professora Ana Lúcia (PDT).

    O veto precisará passar por mais uma discussão antes de entrar em vigor.

    Comentários estão fechados.