Secretário de Fazenda cita atestados médicos para justificar aumento de horas extras na Prefeitura: “O volume é assombroso”

Fala do secretário Carlos Augusto Ferreira foi feita nesta segunda-feira (23), durante Audiência Pública de Prestação de Contas do 3º Quadrimestre de 2025. No ano passado, Prefeitura gastou R$ 1,3 bilhão em despesas de pessoal. Quantidade de atestados foi citada como justificativa para pagamentos de horas extras.

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    A Prefeitura de Maringá gastou, ao longo de 2025, mais de R$ 1,3 bilhão com despesas de pessoal, que incluem salários de servidores, encargos trabalhistas e outros recursos, como o pagamento de horas extras. O dado foi apresentado pela Secretaria Municipal da Fazenda (SeFaz), durante a Audiência Pública de Prestação de Contas do 3º Quadrimestre de 2025, realizada na tarde desta segunda-feira (23), na Câmara de Maringá.

    O valor representa 46% de toda a despesa da Prefeitura no período, estimada em R$ 2,9 bilhões. O número está dentro do considerado aceitável pelo Índice Prudencial do Tribunal de Contas e se mantém estável desde 2023. Apesar da estabilidade, o gasto foi motivo de questionamento pelo vereador Professor Pacífico (Novo), que acompanhou a audiência.

    Ele indagou ao secretário de Fazenda, Carlos Augusto Ferreira, se há alguma medida em curso para mitigação de gastos e citou a denúncia feita ao Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR) relativos a suspostas irregularidades no pagamento de horas extras, que somaram mais de R$ 34 milhões em 2025. A denúncia foi feita pelo colega de partido, Daniel Malvezzi (Novo).

    Ferreira ponderou que o questionamento deveria ser respondido pelo próprio município, mas atribuiu o montante ao número excessivo de atestados apresentados por servidores, explicando que, quando alguém falta, alguém precisa substituir, o que acarreta no pagamento de horas extras.

    “Isso é algo que nos preocupa profundamente. É curioso como as horas extras crescem em diversas secretarias da mesma forma que crescem os atestados, isso é algo que anda em pares. Quando você tem alguém que entrega um atestado, aquele trabalho daquela pessoa ausente precisa ser executado, com a presença dela ou não. Então se tivermos alguém prestando um serviço na área da saúde, alguém vai precisar estar cobrindo aquele faltoso, naquele momento. Eu posso garantir ao senhor (vereador), apesar de não ser minha pasta, que o volume que nós temos de atestados é assombroso”, disse o secretário de Fazenda.

    Ao longo de 2025, conforme a Secretaria da Fazenda, Maringá arrecadou R$ 3,2 bilhões, encerrando um ano com um superávit orçamentário de cerca de R$ 302 milhões.

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