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Com a colaboração de Iasmin Calixto
Maringá inicia o primeiro dia letivo de 2026 com quase 200 crianças, com idades entre 0 a 3 anos, na fila de espera por vagas nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). O levantamento foi feito pela reportagem do Maringá Post, com dados da Central de Vagas da Secretaria Municipal de Educação (Seduc) disponíveis no Portal da Transparência.
O levantamento foi realizado na manhã desta quinta (5) e tem informações atualizadas até a noite de quarta (4). Ao todo, 192 crianças constam na fila aguardando matrículas em 39 dos 64 CMEIs em funcionamento na cidade. A instituição de ensino com mais crianças aguardando é o CMEI Pioneira Tereza Martins Fernandes, no Distrito Industrial 2, com 22 alunos na fila.
Em segundo lugar está o Centro Municipal de Educação Infantil Dona Guilhermina Cunha Coelho, na Avenida Guaiapó, onde 18 estudantes aguardam uma oportunidade na fila de espera. Os dados podem ser acompanhados no site da Prefeitura de Maringá (clique aqui para acessar).
Mais de 38 mil estudantes retornaram às aulas na rede municipal nesta quinta-feira (5) em 117 instituições de ensino. Em Maringá, são 64 CMEIs e 53 escolas municipais. A secretária de Educação de Maringá, Adriana Palmieri, atendeu a imprensa no CMEI Winifred Ethel Netto, no Conjunto Odwaldo Bueno.
Na entrevista, Palmieri negou que existam crianças na fila de espera aguardando vagas na rede municipal. De acordo com a secretária, todos os estudantes que já eram atendidos pelo município em 2025 seguiram com a vaga assegurada para 2026. Segundo ela, possíveis problemas de matrícula estariam relacionados com pedidos de transferências de uma instituição para outra, o que levaria a necessidade de abertura de vagas no CMEI ou escola desejado pelos pais.
“O que a gente está agora olhando é justamente as informações sobre quais as turminhas que já estão lotadas. Mas, resumindo, as crianças que estavam na rede municipal de ensino no ano passado, e há uma sequência, elas já estão resolvidas (a questão da matrícula). Agora, há a questão das crianças que a matrícula é mudar de escola, pedir transferência, a gente está organizando isso. […] Volto a falar: todas as crianças que estavam na rede municipal de ensino de Maringá elas estão com as matrículas consolidadas. O que acontece são transferências, eu não quero mais estudar nessa unidade, mudei de bairro, o que a gente precisa ver é isso. A garantia da vaga direita para entrar na escola, a criança tem. Agora, crianças que precisam de transferências os pais devem procurar imediatamente a unidade educacional ou a Secretaria de Educação”, disse.
Ainda conforme a secretária de Educação, no caso relativo as crianças de 0 a 3 anos, o município realizou nos últimos dias um chamamento de pais que aguardavam matrícula para acelerar o processo. Para este grupo, o planejamento do Executivo é, além da estrutura municipal, seguir comprando vagas na rede privada em caso de novas crianças que precisem entrar na rede, sejam de Maringá ou vindas de outros municípios.
“As crianças de 0 a 3 anos, que é a idade não obrigatória, a Secretaria de Educação ontem, no período noturno inclusive, estava fazendo o chamamento de várias crianças para ajudar as unidades educacionais, para acelerar. Então, assim, nós temos todas as crianças em idade obrigatória que as cartas-matriculas foram entregues já no ano passado. Agora, neste ano, a gente está aí com a demanda das crianças de 0 a 3 anos para chamar. Inclusive a compra de vagas, nesse sentido, é uma das alternativas que a gente ainda vai ter uma quantidade de vagas para as crianças oriundas de outros municípios, de outros estados. Se porventura chegar novos alunos no decorrer do ano, a gente conseguir administrar”, disse.







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