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O Observatório Social de Maringá (OSM) protocolou nessa segunda-feira (26) um pedido de impugnação do edital lançado pela Prefeitura, em dezembro de 2025, para a manutenção do gramado do Estádio Regional Willie Davids. A abertura dos envelopes está prevista para o dia 4 de fevereiro.
Ao todo, o município está disposto a investir até R$ 550 mil em um contrato de 1 ano, que prevê a contratação de uma empresa especializada para a realização de cortes, trocas de placas e vistorias periódicas no campo. Para a realização dos serviços, é necessária que a prestadora disponha dos próprios equipamentos. Os pagamentos mensais podem chegar a R$ 45,7 mil.
O local não tem um contrato anual de manutenção desde 2023, ano em que o município pagou R$ 590 mil pelos mesmos serviços que planeja contratar no ano que vem. Em 2024, a Prefeitura pagou pouco mais de R$ 80 mil em serviços emergenciais de manutenção. Neste ano, um contrato emergencial de R$ 60 mil foi firmado com uma empresa de Curitiba, no primeiro semestre, após o campo ser acometido por uma praga.
De acordo com o ofício do OSM, o problema apontado pelo órgão de fiscalização está na ausência de apresentação do “custo individualizado” dos materiais necessários para a manutenção. O edital lançado pela Prefeitura prevê um valor unitário para todo o serviço, que inclui mão de obra, aluguel de maquinário e insumos.
Conforme o Observatório Social, “não restam claros, da análise do Edital em questão, a estimativa
das quantidades dos produtos a serem utilizados e, sequer, os custos unitários. Inclusive, nota-se, ainda, que, conforme o memorial descrito, enquanto algumas práticas devem ser realizadas de forma rotineira, outras devem ser realizadas apenas esporadicamente”.
No pedido de impugnação, o OSM questiona de que maneira o município chegou ao valor máximo estimado mensalmente sem os cálculos unitários e diz que o modelo de contratação pode levar o poder público a cometer “grave risco de pagamento por serviços e/ou materiais e insumos que sequer serão efetivamente prestados ou utilizados”.
Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Maringá informou que o pedido do Observatório está sendo analisado e que o Executivo prestará os esclarecimentos necessários no prazo devido.







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