A Associação Beneficente Bom Samaritano, que mantém o Hospital Santa Rita, em Maringá, foi oficialmente habilitada pelo Ministério da Saúde para prestar serviços especializados em saúde no âmbito do programa federal “Agora Tem Especialistas”. A autorização consta na Portaria nº 10.185, publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira (26).
Com a habilitação, a instituição filantrópica de Maringá passa a integrar o componente de créditos financeiros do programa, mecanismo criado pelo Governo Federal para ampliar e acelerar o acesso da população do Sistema Único de Saúde (SUS) a consultas, exames e procedimentos especializados, especialmente em regiões com filas reprimidas.
De acordo com a portaria, o Hospital Santa Rita e outras estruturas médicas mantidas pela Associação Beneficente Bom Samaritano em Maringá poderão emitir até R$ 984.200,97 por ano em Certificados de Valor de Créditos Financeiros, valor correspondente aos serviços especializados efetivamente prestados aos usuários do SUS dentro do programa. O limite anual funciona como um teto de financiamento e está vinculado à produção assistencial realizada pela entidade.
A habilitação tem validade de 12 meses, contados a partir de 4 de dezembro de 2025, data da assinatura do Termo de Execução entre a instituição de Maringá e o Ministério da Saúde. Ao fim desse período, a participação poderá ser renovada, conforme avaliação do cumprimento das metas e das regras do programa.
O credenciamento reforça o papel da entidade como prestador complementar do SUS em Maringá e região, contribuindo para a ampliação da oferta de atendimentos especializados e para a redução das filas de espera na rede pública de saúde.
O gargalo dos especialistas
O programa “Agora Tem Especialistas” é uma das estratégias do Ministério da Saúde para enfrentar gargalos históricos no acesso à média e alta complexidade, por meio da contratação e do fortalecimento de hospitais e entidades filantrópicas habilitadas em todo o país.
O programa prioriza as especialidades com maior demanda nos municípios, como: Cardiologia; Oftalmologia; Otorrino; Oncologia; Ortopedia; Ginecologia e Obstetrícia.
A distribuição da oferta e especialidades são definidas conforme as necessidades locais, com escuta ativa das gestões municipais, conforme informações do Ministério da Saúde.







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