Três anos depois, Prefeitura de Maringá inicia obras para construção de usina fotovoltaica

Cidade foi contemplada em edital do Governo Federal em 2022 e contrato para a construção está assinado desde 2024. Imbróglios envolvendo empréstimo e escolha do terreno atrasaram empreendimento, que terá início nos próximos dias. Município investirá R$ 28 milhões na construção, que deverá gerar economia mensal nos gastos com energia elétrica dos prédios públicos.

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    Três anos e meio após ser selecionada em um edital do Governo Federal, a Prefeitura de Maringá, enfim, iniciará as obras para a construção de uma das duas usinas fotovoltaicas que deverão gerar energia para as repartições públicas do município. De acordo com o medidor de obras públicas do Portal da Transparência, o prazo de construção começou a rodar no fim de dezembro de 2025. Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Maringá confirmou que a obra terá início nos próximos dias.

    Uma empresa de Brasília será a responsável pela construção da primeira usina, que será instalada em uma estrada rural no distrito de Iguatemi. Por contrato, a companhia terá 1 ano para concluir o projeto, com entrega prevista para dezembro de 2026. Ela venceu uma licitação aberta ainda em 2023 e receberá pouco mais de R$ 28 milhões pela obra.

    O projeto para a construção de duas usinas fotovoltaicas da Prefeitura é antigo e foi alvo de algumas polêmicas. Em julho de 2022, a cidade foi selecionada no edital do Governo Federal onde, além de ganhar os projetos de engenharia, a Prefeitura também teria acesso a uma linha de crédito da Caixa Econômica Federal, específica para a obra. Na época em que o projeto foi anunciado, a Prefeitura chegou a afirmar que a obra resultaria em uma economia de até R$ 2 milhões mensais em contas de luz.

    Ainda em 2022, o município pediu autorização da Câmara para contrair um empréstimo, na casa dos R$ 80 milhões, para poder licitar a obra. A linha de crédito foi aprovada pelos vereadores. A licitação foi aberta no fim de 2023 e suspensa para ajustes no edital. Em janeiro de 2024, foi republicada, com valor máximo estipulado de R$ 75 milhões – aproximadamente R$ 37,5 milhões para cada usina -. Em fevereiro do mesmo ano, duas empresas foram declaradas vencedoras, com valor homologado de R$ 48 milhões.

    O contrato para o início das intervenções está assinado desde julho de 2024. No entanto, um imbróglio envolvendo os terrenos escolhidos impediu que a obra avançasse em 2025. Na ocasião, descobriu-se que os locais indicados tratavam-se de áreas de preservação ambiental e, por isso, não poderiam ser utilizados para a construção das usinas.

    No ano passado, o município cogitou adaptar o projeto para que a captação solar fosse montada em cima de prédios públicos, ideia que não saiu do papel. Em julho do ano passado, com o empréstimo já contratado, mas sem saber se as usinas poderiam ser construídas, a Prefeitura aprovou na Câmara um projeto de lei que autorizava uma nova destinação para os recursos.

    Procurada pela reportagem nesta segunda-feira (12), a Prefeitura de Maringá afirmou que o novo local selecionado “não está dentro de área de preservação”. Em relação ao financiamento, o Executivo diz que “uma parte do valor será utilizado para a construção desta usina e o restante para investimentos do município”. A Prefeitura não comentou sobre a construção da nova usina.

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