Tempo estimado de leitura: 4 minutos
Persistência, dedicação e anos de estudo. Esta poderia ser a frase que descreve a receita do sucesso para a aprovação em um vestibular, se ela existisse. Embora os estudantes e professores evitem falar em ‘fórmula mágica’, tais elementos estiveram presentes na rotina de alguns dos aprovados em Medicina no Vestibular de Verão da Universidade Estadual de Maringá (UEM). O resultado do processo seletivo foi divulgado na manhã desta sexta-feira (19) – Clique aqui para acessar.
Vindos de realidades distintas, mas nutrindo um mesmo sonho, eles encararam uma concorrência pesada. Neste ano, o Vestibular de Verão para o curso de Medicina da UEM contou com mais de 2,6 mil candidatos para 10 vagas, ou seja, mais de 260 estudantes disputavam cada cadeira.
O Renato de Freitas foi o 1º colocado no curso e também 1º lugar geral no Vestibular 2025. Aos 18 anos e recém-habilitado, o calouro relatou ao Maringá Post nutrir o desejo de cursar Medicina desde o primeiro ano do ensino médio. Das mais de 8 horas de estudo diárias até o momento da aprovação, ele afirma que a sensação é de felicidade e, ao mesmo tempo, de alívio.
“Acabei de tirar a carteira de moto ontem (risos). Desde o primeiro ano do ensino médio que eu decidi que eu queria Medicina mesmo, mas eu tive certeza no segundo ano, foi quando eu comecei estudar de verdade. Eu peguei mais pesado realmente esse ano, no cursinho, porque eu ficava aqui até tipo 9 ou 10 horas da noite estudando, todos os dias. Nossa, eu estou muito feliz, extasiado e aliviado também, né, de finalmente ter conseguido”, disse.
Do mesmo cursinho pré-vestibular veio o 2º colocado-geral no Vestibular da UEM, também um futuro acadêmico de Medicina. O Mateus de Brito, de 20 anos conta que escolheu o curso atraído pela questão científica e a possibilidade de produzir pesquisa dentro da Universidade.
Ainda conforme o estudante, um dos pontos que o ajudou na preparação foi revisar provas antigas do vestibular. “Para alcançar esse resultado eu acabei fazendo, principalmente no segundo semestre, após a primeira prova de inverno, as provas antigas, geralmente esses exercícios que a própria UEM já disponibilizou, como também alguns simulados que o Colégio Nobel fez no decorrer do finalzinho do ano. Agora eu não faço a mínima ideia de como me comportar, porque é tão estranho, ao mesmo tempo tão incrível, mas eu destaco que essa aprovação foi uma construção ao longo do tempo, algo feito aos poucos. Minha mãe ainda não sabe (da aprovação), eu vou chegar em casa e falar ‘mãe, estou aqui careca, estou tudo sujo, passei, acabou'”, relatou.
Arthur Rossetto também está entre os 10 aprovados. Segundo o acadêmico, são ao menos cinco anos de estudo para o sonhado curso. O apoio da família e dos professores, na visão dele, foram os pontos fundamentais da aprovação.
“Eu não sei explicar o que estou sentindo, não dá para nem sentir. Estudo ativo, revisão de processos e o apoio dos coordenadores do Integral, principalmente do professor Rubens, minha família, acho que isso teve um peso enorme na aprovação”, descreveu.
No meio da comemoração entre os aprovados da UEM também estava João Pedro Hernandez, de 18 anos. Ele conquistou a vaga por meio do Processo de Avaliação Seriado (PAS). Antes da UEM, o estudante também havia conquistado a aprovação em Medicina na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Ele conta que optará por estudar em Maringá.
“Meu método não foi nada muito específico. O simples bem feito, abaixar a cabeça, errar, errar e errar, abaixar a cabeça e aí, de novo, errar e seguir em frente. De novo, contar com os pais, contar com a família, contar com os amigos e sempre com humildade porque é assim que se aprende, errando, e muito, como deve ser, até acertar”, relatou.








Comentários estão fechados.