Aeroporto de Maringá implanta vigilância armada com reconhecimento facial

Medida aumenta a segurança de passageiros e envolve integração com bancos de dados da Polícia Federal e Civil.

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    O Aeroporto Regional de Maringá está elevando o nível de segurança e tecnologia com a implantação de um sistema de vigilância armada com reconhecimento facial. Os novos vigilantes passam a atuar equipados com câmeras corporais interligadas a bancos de dados da Polícia Federal, Civil e outros órgãos de segurança, tornando o aeroporto um dos mais modernos do país nesse quesito.

    Em entrevista ao podcast Ponto a Ponto, do Jornal Maringá Post, o superintendente Gustavo Vieira destacou que o objetivo da medida é garantir mais controle e proteção sem comprometer a experiência dos passageiros.

    “Começa a operar agora os vigilantes armados. Eles estão com câmeras corporais com reconhecimento facial, interligadas ao banco de dados do aeroporto, alimentado por órgãos como as polícias federal e civil. Onde a pessoa passou, ela já é identificada”, explicou.

    Segundo Vieira, quando há alguma pendência legal associada ao passageiro — como mandado de prisão ou busca —, o sistema emite um alerta automaticamente para o centro de operações do aeroporto, que notifica as autoridades competentes.

    Tecnologia e integração com órgãos de segurança

    O sistema é resultado de um alinhamento entre a administração do aeroporto e as forças policiais, garantindo que o monitoramento ocorra com responsabilidade e transparência.

    “Quem vai monitorar isso são os órgãos policiais, não somos nós. Eles estão extremamente interessados nesse tipo de integração. Para nós, é uma forma de nos resguardar e também garantir o bom trato com o passageiro, inclusive em situações de crise”, explicou o superintendente.

    O uso de reconhecimento facial em ambientes aeroportuários segue uma tendência internacional de reforço à segurança em grandes terminais, com foco na prevenção de incidentes e identificação rápida de pessoas com restrições judiciais.

    Vigilantes especializados e homologados pela ANAC

    Além da tecnologia, o reforço humano também é um diferencial. Os novos vigilantes contratados passaram por um curso especializado em aviação civil, ministrado em centros homologados pela Agência Nacional da Aviação Civil (ANAC).

    “Eles não são qualquer vigilante. Além de armados, estão capacitados em cursos homologados pela ANAC. Aprendem sobre o trato com o passageiro, gestão de crise e atuação em ocorrências aeronáuticas”, explicou Vieira.

    Esses profissionais estão preparados para agir em situações emergenciais e seguem protocolos específicos do plano de emergência do aeroporto.

    Com isso, o terminal amplia o padrão de segurança e reforça a confiança de quem embarca e desembarca na cidade.

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