Maringá pode regulamentar doação de sobras de materiais de construção para famílias de baixa renda

É o que propõe um projeto de lei de autoria do vereador Sidnei Telles (Podemos), que começou a tramitar na Câmara nessa terça-feira (1º). Em entrevista ao Maringá Post, parlamentar explicou que município ajudará no recolhimento e distribuição dos materiais que ainda forem aproveitáveis, mediante uma triagem.

  • Tempo estimado de leitura: 2 minutos

    Um projeto de lei em tramitação na Câmara de Maringá visa regulamentar a doação de sobras de materiais de construção para famílias de baixa renda. É o que propõe o texto Nº 17363/2025, de autoria do vereador Sidnei Telles (Podemos), protocolado no dia 27 de março e que começou a tramitar nas Comissões Permanentes nessa terça-feira (1º).

    Engenheiro Civil de formação, Telles propõe no projeto que os munícipes possam encaminhar as sobras, após o término de suas construções, para a Prefeitura de Maringá. O município ficaria responsável pela triagem – para ver quais materiais são aproveitáveis – e também pela destinação dos itens a munícipes que estejam precisando. O trabalho envolveria as Secretarias Municipais de Urbanismo e Habitação e também a de Infraestrutura.

    As doações também poderão ser feitas por empresas do ramo da Construção Civil. Ao Maringá Post, o vereador afirmou que a experiência já foi exitosa em outras cidades.

    “É uma ideia que nasceu na Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Maringá, e eu há muito tempo já vinha caminhando com essa ideia de proporcionar uma oportunidade para as famílias de baixa renda, para as famílias em situação de necessidade e outros projetos sociais, material de boa qualidade, mas que sobraram, são doações, mas são aproveitáveis, para isso vai ter que ter uma triagem para poder receber essas doações. Quem que pode doar? Todo mundo pode doar, empresas, pessoas físicas, pessoas jurídicas, construtoras, e esses materiais vão ser guardados e depois doados para estas famílias ou para estas obras da própria Prefeitura. É importante ressaltar que isso já é uma experiência exitosa e que pode, inclusive, gerar novas profissões no cuidado desses materiais”, disse.

    O texto ainda não tem data para ter a tramitação concluída e, consequentemente, votado em plenário.

    Comentários estão fechados.