Greve do transporte coletivo: TCCC diz que segue negociando com os motoristas

jairo de carvalho
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Paralisação da categoria foi aprovada na segunda-feira (24) e, legalmente, pode iniciar a partir das 17h desta quinta (27). Empresa diz que quer resolver o impasse.

Por Victor Ramalho

A Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC) diz que segue negociando com os motoristas e o Sindicato dos Trabalhadores em Veículos Rodoviários de Maringá (Sinttromar) para evitar uma paralisação da categoria. O movimento grevista foi aprovado durante assembleia na segunda-feira (24) e, legalmente, pode ser iniciado a partir das 17h desta quinta-feira (27).

Por lei, greves no transporte público precisam ser comunicadas com três dias de antecedência para as partes interessadas, no caso, Poder Público, empresa e usuários, prazo que já está correndo. Em contato com o Maringá Post nesta quarta-feira (26), um representante da TCCC afirmou que a empresa “quer resolver” o impasse.

Sinttromar e motoristas filiados reivindicam, desde o início do ano, um reajuste salarial e aumento no valor do vale-refeição. Na última sexta-feira (21), foi finalizada a quarta rodada de negociações entre sindicato e empresa. A TCCC oferece aumento de 4,5% no salário e 15% no vale, enquanto a categoria pede 7% de reajuste salarial e vale-refeição fixado em R$ 600.

A última proposta foi recusada pela categoria de forma quase unânime na segunda-feira (24), mesmo dia em que foi votada a paralisação. Por meio de nota, a Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC) afirma que “tomará todas as medidas legais em face do movimento paredista, submetendo toda a questão ao Poder constitucional competente, que é o da Justiça do Trabalho, a fim de buscar legalmente minorar os efeitos da paralisação à população usuária e formular um novo acordo coletivo de trabalho”. Leia a nota da empresa na íntegra:

“A TCCC e a Cidade Verde, diante das manifestações do Sindicato que representa a categoria dos seus funcionários acerca da deflagração de movimento grevista, se manifesta, esclarecendo, que, desde o início das negociações coletivas para renovação dos termos de seus acordos coletivos, veio à mesa de negociação com espírito de diálogo franco, técnico e aberto, fundamentando suas propostas e limites, as quais superaram as obrigações legais, com ganhos reais à categoria, dentro de critérios de razoabilidade e responsabilidade com o serviço público de transporte, com a tarifa e, principalmente, com a população pagante e usuária do serviço público de transporte. Esta última, diga-se, que não teve seus rendimentos reajustados nas bases exigidas pelo Sindicato da categoria.

O anúncio do movimento grevista representa uma ruptura do diálogo negocial, uma negativa das propostas construídas pelas empresas em mesa de negociação sob parâmetros técnicos de boa fé e responsabilidade de sustentação da atividade e serviço que prestam, sendo que a empresa tomará todas as medidas legais em face do movimento paredista, submetendo toda a questão ao Poder constitucional competente, que é o da Justiça do Trabalho, a fim de buscar legalmente minorar os efeitos da paralisação à população usuária e formular um novo acordo coletivo de trabalho, sob bases legais e responsáveis à sobrevivência do setor.”

O Maringá Post tenta contato com o Sinttromar para comentar o assunto e aguarda um retorno.

Foto: Ilustrativa/Arquivo/PMM


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