A exemplo de Curitiba, Maringá também poderá ter serviço de bicicletas compartilhadas

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A informação é do prefeito Ulisses Maia (PSD), que afirmou que já há um projeto sobre o assunto sendo finalizado pelo Executivo. Meta da atual gestão é ter 50km de ciclovias pela cidade até o fim de 2024.

Por Victor Ramalho

Na semana anterior, Curitiba colocou em funcionamento um projeto pioneiro no Paraná. Por meio de um convênio com uma empresa de tecnologia, a capital paranaense colocou à disposição da população um serviço de compartilhamento de bicicletas.

Desde segunda-feira (17), 250 bikes estão à disposição das pessoas em 20 estações espalhadas pela cidade. A empresa que gerencia o sistema é a Tembici, especialista em compartilhamentos de bikes e que já implementou o projeto em outras capitais do Brasil, como Pernambuco, Salvador, Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro, além de outros países da América do Sul como Argentina, Chile e Colômbia.

Para utilizar qualquer uma das bikes disponíveis, basta o usuário baixar um aplicativo e fazer a solicitação diretamente no ponto. O aluguel inicial custa apenas R$ 0,70 e o valor da corrida vai progredindo conforme a distância percorrida. É possível alugar o modal em um ponto da cidade e entregá-lo em qualquer uma das 20 estações.

De acordo com a Prefeitura de Curitiba, o sistema está em fase de testes e, caso aprovado, a oferta de bicicletas deverá dobrar, chegando em 500 unidades.

Estimular uma locomoção sustentável está nos planos de gestores de grandes cidades pelo Brasil. Em Maringá, não é diferente. Em entrevista ao Maringá Post, o prefeito Ulisses Maia (PSD) revelou que a cidade já tem um projeto em andamento para a implantação de um serviço de bikes compartilhadas, assim como ocorre em Curitiba. Apesar de ainda não dar muitos detalhes, ele afirma que a proposta em Maringá é não ter apenas bicicletas para locação.

“Estamos finalizando o projeto e em breve teremos bikes compartilhadas e também patinetes. É uma medida importante para incentivarmos ainda mais esses novos modais”, disse.

O chefe do Executivo foi convidado para falar sobre a nova ciclovia da Avenida Tuiuti, que terá mais de 4km de extensão e será construída em um convênio com a Itaipu Binacional, além dos projetos futuros relacionados com esse modal. Segundo ele, a meta da gestão é ter 50km de ciclovias prontas até o fim do mandato, em dezembro de 2024. O número já está bem perto de ser atingido.

“Atualmente, temos 43,8 km de ciclovias na cidade e estamos finalizando a construção da ciclovia na Avenida Mário Clapier Urbinati, no Jardim Universitário, com 750 metros de extensão. A nossa meta é chegar a pelo menos 50 km de ciclovias em 2024 e, com a nova estrutura da Avenida Tuiuti, que terá 4,4 km, já vamos praticamente cumprir a meta. Ainda temos projetos em andamento de outras ciclovias, como a da Avenida Cerro Azul, que será prolongada até o Contorno Sul, chegando a 3,4 km, e da Avenida Pedro Taques, que terá prolongamento até o Conjunto Sumaré, com 1,7 km”, conta.

Ainda segundo Ulisses, um outro desejo do município é conseguir promover a interligação entre todas as ciclovias já existentes. “A nova ciclovia da Avenida Tuiuti e os demais projetos fazem parte dessa criação de um circuito integrado de ciclovias para a formação de um quadrilátero e a ligação de diferentes bairros da cidade. É importante lembrar que essa é uma diretriz do Plano de Mobilidade Urbana, o PlanMob, finalizado no ano passado. É a primeira vez na história que Maringá tem um plano de mobilidade, com ações definidas de forma técnica e com ampla participação popular”, explica o prefeito.

Com relação as ciclovias já existentes, o chefe do Executivo afirma que as vias mais deterioradas serão revitalizadas. Os projetos de engenharia sobre o assunto já estão em andamento.

“Hoje, trabalhamos com um conceito diferente de ciclovias, no desenvolvimento de projetos que possam interligar as estruturas com o trânsito. Vamos refazer essas ciclovias mais antigas, como as das avenidas Brasil, Mandacaru e Pedro Taques. Já estamos trabalhando na reestruturação desses projetos para, posteriormente, viabilizarmos as obras”, finaliza.

Foto: Arquivo/PMM/Ilustrativa


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