Vereadora questiona falta de moradias para população de baixa renda

Em entrevista, a professora Ana Lúcia Rodrigues falou do Plano Diretor de Maringá, também destacou outros temas, como a compra de vagas em creches particulares por parte do município

Por que os terrenos em Maringá são tão caros? Como viabilizar moradias para a população mais pobre? Estas são perguntas propostas pela vereadora professora Ana Lúcia Rodrigues, em entrevista ao Maringá Post.

Vereadora no primeiro mandato, mas com militância histórica na cidade, também atuando como presidente do Conselho de Educação, a professora Ana Lúcia falou com o nosso editor, jornalista Ronaldo Nezo.

Segundo ela, um dos grandes desafios da cidade é encontrar formas de tornar Maringá uma cidade inclusiva. A vereadora lamenta que a população de baixa renda more cada vez mais distante das áreas centrais.

Entretanto, por reconhecer que essa é uma lógica do mercado e que o poder público não tem força para interferir no processo, Ana Lúcia ressalta a necessidade de, ao menos, garantir políticas de acesso a moradias com preços populares.

Vaga nas creches

A vereadora também falou sobre a compra de vagas nos centros de educação infantil. Atualmente, a prefeitura de Maringá gasta cerca de R$ 12 mil por ano com cada criança atendida pela rede de ensino privada.

Como faltam vagas nas creches públicas, a prefeitura tem comprado vagas nas particulares.

Ana Lúcia alega defender a construção de creches e contratação de pessoal. Mas reconhece que atualmente o município não pode fazer isso, porque a folha de pagamento da prefeitura já está no limite previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Ou seja,por não poder ampliar a folha de pagamento, o município criou uma outra estratégia: comprar as vagas.

Sobra dinheiro

Ainda que esteja no limite da folha, sobra dinheiro na Secretaria de Educação. Maringá teria recursos, segundo a vereadora, para construir novas escolas e contratar pessoal. O entrave é legal.

Eleições 2022

Durante a entrevista, a vereadora também falou sobre a disputa eleitoral deste ano. No papel de presidente do diretório municipal do PDT, ela ressaltou os desafios para organização de uma chapa que contemple maior participação das mulheres.

Ana Lúcia ainda ressaltou que entende que o partido não deve lançar candidatura própria ao governo do Paraná, por falta de dinheiro para promover a campanha.

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