Prefeito anuncia novos aparelhos, parquinhos e pista emborrachada no Parque Buracão

13 de setembro de 2021
Parque Buracão
Até durante a noite o Parque Alfredo Nyffeler oferece seus encantos Foto: Facebook do prefeito Ulisses Maia

O Parque Alfredo Nyffeler, uma das mais importantes áreas de lazer de Maringá, na nascente do Ribeirão Morangueiro, deve passar por um processo de revitalização, ganhar novos equipamentos esportivos, parquinhos infantis, mirante e pista emborrachada para a prática de caminhadas e corridas.

O anúncio foi feito pelo prefeito Ulisses Maia (PSD), que adiantou que o projeto está pronto e deve ser encaminhado para licitação. Segundo ele, “esse é mais um espaço que coloca Maringá em mapas turísticos e incentiva a união e convivência das famílias”.

De acordo com Maia, a expectativa é de que em 2022 sejam realizadas as obras. “E para a pista emborrachada, nós temos também um importante apoio do deputado federal Luiz Nishimori (PL), que colocou emenda no orçamento da União para viabilizar os recursos”.

 

O Buracão preferido dos maringaenses

 

Diferente do Parque do Ingá, que está no Centro de Maringá, o Alfredo Nyffeler é um parque de bairro, uma área de lazer localizada na Vila Morangueira, em plena área residencial e vizinho de vários bairros. Por estar próximo do povo, é o parque mais frequentado de Maringá e tanto encontra-se pessoas pela manhã, se exercitando ou simplesmente aproveitando as belezas do ambiente, quanto a tarde, quando a frequência é de famílias, com muitas crianças.

Parque Buracão

A pista de caminhada é bem aproveitada por pessoas de todas as idades durante o dia inteiro Foto: Divulgação/PMM
Mesmo em uma época em que o parque quase não tinha aparelhos para diversão, já era o preferido da criançada devido à área propícia, com muito espaço e grama para brincadeiras. Ao invés de brincar em aparelhos, as crianças preferem brincar umas com as outras.

Do lixão ao parque

 

O parque leva o nome de Alfredo Nyffeler em homenagem ao homem que foi o proprietário daquela área. Nyffeler, um suíço que era diretor da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná quando da criação de Maringá – a primeira casa do Maringá Novo, na Avenida Brasil, foi a dele e hoje está no câmpus da Universidade Estadual de Maringá (UEM) como sede do Museu da Bacia – era o dono da Fazenda Maringá, que ocupava a área que foi transformada em Vila Morangueira.

Dentro da fazenda havia a nascente do Ribeirão Morangueiro, onde a erosão se encarregou de criar um grande buraco, que mesmo após a abertura dos bairros, continuou e passou a ser um ponto de referência da cidade, o Buracão, para onde corriam as enxurradas da Morangueira, Jardim Alvorada e de outros bairros que iam nascendo na zona norte da cidade, fazendo com que a voçoroca crescesse ainda mais a cada chuva.

O Buracão da Morangueira era a maior erosão do município. E estava dentro da cidade.

Com o tempo, a área degradada tornou-se um bota-fora, que recebia descarte de restos de materiais de construção, podas de árvores, sofás, fogões, guarda-roupas velhos, de ferro velho, animais mortos e – de vez em quando, gente morta – um verdadeiro lixão a céu aberto.

O lixão a céu aberto era um criatório de pernilongos, baratas, ratos e cobras que apareciam para comer os ratos. Embora servisse para a diversão dos garotos do bairro, o Buracão era um transtorno para a vizinhança.

 

Um Buracão para o lazer

 

No fim de década de 1980, ainda durante primeira a administração do prefeito Said Ferreira, a prefeitura decidiu combater a erosão com a revitalização do local. Afinal, era necessário proteger a nascente do Ribeirão Morangueiro, um dos principais mananciais de Maringá e subafluente do Rio Pirapó, que abastece a cidade.

Parque Buracão
Criado em uma erosão que já foi um lixão a céu aberto, o Parque Alfredo Nyffeler é o mais frequentado de Maringá Foto: Divulgação/PMM

Em uma área de 104 mil metros quadrados foi desenvolvido um projeto que inclui um lago artificial, dois campos de futebol suíço, parque infantil, pista de corrida, mirante, churrasqueiras, áreas de jardins e muitas árvores.

O parque é aberto para pescarias, oferece espaço para exercícios físicos e mais recentemente criou um campo para a prática de rugby, nova modalidade olímpica.

Todo o trabalho foi feito aproveitando alguns recursos do local, como o Buracão, que continua lá, só que agora, ao invés de ser um transtorno, é motivo de orgulho para os bairros vizinhos.