Vereador vai ao prefeito pedir abertura dos bailões “por questão de saúde e economia”

26 de agosto de 2021
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Antes do início da pandemia, bailão no Jardim Alvorada animado por Tercício Men e sua banda Foto: Arquivo PMM

Frequentador assíduo dos bailões de Maringá e de cidades da região – onde conhece tanto os ambientes, quanto os donos, os músicos, garçons e os demais frequentadores -, o vereador Belino Bravin Filho (PSD) procurou o prefeito Ulisses Maia (PSD) para pedir que seja autorizado o funcionamento das casas que realizam bailes, que estão fechadas há um ano e meio.

O vereador disse não entender o porquê de os bailes continuarem fechados se os decretos da prefeitura hoje permitem bares funcionando, com mesas lotadas, e outros acontecimentos que geralmente juntam muitas pessoas.

Para idosos, baile é saúde

“Estamos dando ênfase nos bailes para a terceira idade porque eles são, muitas vezes, a única forma de diversão para idosos”, disse Bravin, destacando que os bailes da terceira idade são importantes para a saúde física, mental e espiritual dos idosos, pois são ambientes onde eles reveem velhos amigos, fazendo novas amizades, conversam, riem, enfim, se sentem vivos.

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Baile da terceira idade em Maringá Foto: Arquivo PMM

Desde que os bailes foram suspensos, segundo o vereador, muitos idosos entraram numa espécie de depressão e tiveram afetada até a saúde física por falta de atividades.

A questão é também econômica

 

O vereador diz que não justifica mais impedir a realização de bailes pelo simples fato de que as pessoas da terceira idade foram as primeiras a serem vacinadas. Já tomaram as duas doses há tempos.

“Além da saúde física e mental dos frequentadores, pensamos também na questão econômica”, diz Bravin. Segundo ele, desde o início da pandemia que centenas de músicos de baile estão sem trabalhar, mas também outras categorias foram afetadas, como garçons, seguranças, até mesmo as pessoas que fazem limpeza dos salões de festa.

“O prejuízo que esses estabelecimentos estão tendo é imenso”. Segundo ele, sem atividade e sem entrada de dinheiro mesmo para as despesas mínimas, muitos bailões fecharam em definitivo. O Estância Gaúcha, uma das mais conceituadas casas de dança do noroeste do Paraná, fechou em definitivo porque a entrada de dinheiro parou mas as despesas não. Outras correm o risco de não aguentarem mais a falta de atividade, como é o caso do Clube Atlântico e mesmo do Clube do Vovô e da Apetim – Associação dos Idosos da Terceira Idade de Maringá.

O Porco no Tacho, às margens da BR-376, no distrito de São Domingo, é o maior bailão de Maringá e desde 1994 oferece bailes sextas-feiras, sábados e domingos, além de uma rica culinária que tem no suíno seu ingrediente principal. Sem os bailes, o amplo salão só não fecha porque trata-se de um negócio familiar, sem despesa de aluguel, que durante a pandemia da covid-19 se sustentou no restaurante e outros negócios da família.

“O restaurante é um bom negócio, mas o ambiente ganha vida quando acontecem os bailes, com banda tocando, gente feliz, corpos se mexendo”, diz Ivanilda Cantagalli, 87 anos, da segunda geração da família do Porco no Tacho.