Plantando o Futuro: detentos de Maringá vão produzir mudas de árvores e flores

A prefeitura de Maringá e o Departamenjto Penitenciário do Paraná (Depen) se únem para promover atividades para os detentos da Colônia Penal de Maringá

5 de agosto de 2021
Plantando o Futuro
Os detentos contarão com estufas para proteger as mudas contra sol forte e chuvas

Apenas da Colônia Penal de Maringá vão poder trabalhar produzindo e cuidando de mudas de árvores destinadas à arborização urbana e de flores para as 38 horas comunitárias da cidade. Esta ação faz parte do Projeto Plantando o Futuro, que será lançado nesta quinta-feira, às 15 horas, pelo Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) e prefeitura de Maringá, por meio da Secretaria de Limpeza Urbana.

O Plantando o Futuro tem o intuito de buscar mais dignidade para todos os segmentos da sociedade, o que também atende às premissas da Organização das Nações Unidas (ONU) de promoção da reintegração social de detentos.

A ideia do projeto é assegurar o direito à inserção no mundo do trabalho como forma de garantir o disposto na Lei de Execução Penal, por meio de projetos que tenham caráter educativo e produtivo, oportunizando atividade profissional e geração de renda.

Cidade Verde

O secretário de Limpeza Urbana, Paulo Gustavo, destaca que o projeto Plantando o Futuro poderá ser ampliado com novas parcerias e produção, por exemplo, de compostagem. “O Viveiro Municipal dentro da Colônia Penal contribuirá para a reposição de árvores e para reafirmar a marca de Cidade Verde”, disse.

Para Paulo Gustavo, o projeto tem caráter social ao dar uma chance de qualificação de mão de obra para pessoas que foram detidas e que têm dificuldades após o cumprimento da pena. “Eles vão aprender uma profissão e, quem sabe, terão a oportunidade de mudar de vida, voltar ao mercado de trabalho e estar devidamente inseridos na sociedade quando saírem da prisão”, ressalta.

 

Detentos selecionados

De acordo com o diretor da Colônia Penal, Osvaldo Messias, dez detentos foram selecionados para atuar no projeto. “É uma ação diferenciada, pois proporciona trabalho e renda para os apenados”. Ele complementa que os participantes terão reduzidas suas penas, conforme regras determinadas pelo Código de Processo Penal e Departamento Penitenciário do Estado do Paraná.