Procura pelo garoto Nicolas, no Rio Ivaí, entra no oitavo dia neste domingo

Os bombeiros e voluntários voltaram a ampliar a área de busca, tanto para mergulhos quanto na superfície

25 de julho de 2021
corpo do garoto nicolas
Nicolas na pescaria, um amante do contato com a natureza Foto: Álbum da família

As buscas pelo menino Nicolas Pacagnan Fernandes, de 8 anos, desaparecido desde que um barco com nove pessoas caiu em uma pequena cachoeira no Rio Ivaí, na tarde do último domingo, 18, entram no oitavo dia neste domingo. Na quarta e quinta-feira foram retirados da água cinco corpos, entre eles o do pai e da irmã de Nicolas.

Na sexta-feira as buscas se concentraram na área em que foram localizados cinco corpos de pessoas que estavam no barco, porém neste sábado os bombeiros decidiram ampliar a área de procura, com mergulhadores vasculhando cerca de 4,5 mil metros quadrados submersos e mais uma área de superfície entre São João do Ivaí e Borrazópolis.

 

Domingo em clima de festa

 

Morador em Maringá, Nicolas e a irmã Sophia, de 4 anos, foram levados pelo pai, Adalberto Fernandes Galice, de 42 anos, e a mãe, Jennifer Pacagnan, para uma festa na beira do Rio Ivaí em Ubaúna, distrito de São João do Ivaí, onde o empresário Alberony Menegassi de Souza, amigo do pai, tinha comprado uma chácara de recreio.

Nicolas
Nícolas e Sophia em uma pescaria com a família

Várias pessoas de cidades da região participavam do evento, como foi o caso de Marcelo Carvalho, morador em Sarandi e primo de Adalberto, e a mulher dele, Jéssica Costa, com o filho João Vitor, de 3 anos.

O dia foi festivo, como programado, com churrasco à base de costela ao fogo de chão e as crianças tiveram área só para elas brincar à vontade.

O dono da propriedade, Alberony, de 41 anos, era proprietário de uma serraria em Jacutinga, distrito de Ivaiporã, e estava com sua família na festa, a mulher, Patrícia, de 33 anos, os filhos, irmãos e muitos amigos.

Como havia um barco na propriedade, algumas pessoas quiseram passear no rio e Alberony se prontificou a pilotar a embarcação e mostrar às pessoas umas piscinas naturais que existiam ali próximo.

Nove pessoas de três famílias embarcaram: Alberony, Patrícia e a filha Heloisa, de 3 anos; Adalberto e os filhos Nicolas e Sophia; e Marcelo com Jéssica e o filho João Vitor.

Alguns minutos de passeio, a cerca de dois quilômetros do lugar de onde saíram, os passageiros perceberam que a pequena cachoeira existente próximo estava puxando o barco, houve princípio de apavoramento entre os passageiros e Patrícia pulou no rio para segurar o barco. Não conseguiu. Também o marido, Alberony, deixou a direção do barco e também pulou no rio para ajudar a mulher. Momentos depois, também Marcelo foi para a água, mas os esforços dos três foram insuficientes e o barco caiu na cachoeira.

No acidente, morreram Alberony, a mulher Patrícia Miranda e a filha Heloisa, Adalberto e a filha Sophia. E Nicolas está desaparecido há oito dias.

Marcelo, com a mulher Jéssica e o filho João Vitor, passaram horas na água e conseguiram sair do rio quando já era noite e acabaram resgatados por pescadores por volta das 22h30.

Os pescadores, que fazem parte do Pelotão Ambiental, já estavam procurando sobreviventes, assim como bombeiros de Ivaiporã, fazia quase três horas. Eles foram chamados por pessoas que estavam na chácara e se preocuparam com o fato de quase três horas após a saída o barco não retornava.