Domingo, Dia de São Cristóvão e dos Motoristas, tem bênção a veículos na Catedral

A bênção a veículos no Dia de São Cristóvão e dos Motoristas é uma tradição em Maringá tão antiga quanto a própria cidade

24 de julho de 2021
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Foto da bênção aos motoristas e veículos feita antes da pandemia Foto: Arquivo/Arquidiocese

Como faz todos os anos, a Catedral de Maringá realiza neste domingo, 25, Dia de São Cristóvão e Dia do Motorista, a tradicional bênção de condutores e veículos, na Avenida Tiradentes, em frente a igreja. Vários padres vão se revezar durante o dia na bênção a motoristas, motociclistas, ciclistas que comparecerem com meios de transporte.

A bênção acontece das 8 às 17 horas e a Arquidiocese de Maringá prevê que mais de 12 mil veículos devem passar pelo local, mas outras paróquias também poderão fazer a bênção a transportadores neste Dia dos Motoristas.

Por cair em um domingo e a previsão de tempo bom, o Dia de São Cristóvão deve ser exitoso em Maringá, mas longe dos eventos que ocorriam em tempos “normais”, ou seja, antes da pandemia de coronavírus, quando não havia preocupação com aglomerações de pessoas. As transportadoras, cooperativas, postos de combustíveis e outras empresas que têm no transporte sua fonte de renda geralmente promoviam grandes festas em homenagem aos profissionais que fazem o transporte, do carreteiro ao condutor de motocicleta.

 

Cristóvão, um santo venerado e desconhecido

 

São Cristóvão, um santo venerado por católicos romanos, ortodoxos e umbandistas, é o padroeiro dos motoristas. Considerado um mártir cristão, Cristóvão foi morto durante o reinado de Décio, imperador romano do século III. Apesar de ser um dos santos mais populares do mundo, muito pouco se sabe ao certo sobre sua vida.

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A Igreja Católica não tem informações sobre a época em que Cristóvão viveu e nem quais foram seus feitos

Mesmo com a Igreja Católica ainda aprovando a devoção a ele, listando-o entre os mártires romanos venerados em 25 de julho, ela removeu seu dia festivo do calendário católico de santos em 1969. Na época, a igreja declarou que a celebração não era de tradição romana.

A Igreja Católica argumenta que quase nada de histórico é conhecido sobre a vida e a morte de São Cristóvão,[6] apesar de várias lendas serem atribuídas a ele.