Idade média dos internados com covid está caindo e o tempo de UTI aumentando

Por: - 28 de maio de 2021
UTI do Hospital Municipal de Maringá
Todos os hospitais de Maringá e Sarandi está com as UTIs no limite

Um levantamento apresentado na manhã desta sexta-feira pela equipe médica do Hospital Municipal de Maringá mostrou que o tempo de internação dos doentes por covid-19 está aumentando em Maringá, ao mesmo tempo em que a idade média dos internados com covid está se tornando cada vez mais baixa.

médicos do Hospital Municipal de Maringá
Os médicos do Hospital Municipal de Maringá acham que a situação é cada vez mais preocupante

De 4 de março até 20 de maio, pouco mais de 2,5 meses, a faixa etária média de pessoas internadas nas UTIs do Hospital Municipal era de 58 anos. Nas últimas semanas a média caiu para 47 anos.

Foi constatada mudança também no período de permanência na UTI. No primeiro período era de 11,7 dias, agora aumentou para 13 dias e há casos em que o internado passa de 1,5 mês na UTI.

A taxa de modalidade apresenta um dado que traz alguma esperança. Antes era de 69,7% e caiu para 59,6%, possivelmente porque boa parte dos idosos já esteja vacinada e porque boa parte dos pacientes atuais serem mais jovens, portanto com melhores condições físicas para enfrentar a covid-19.

Outra constatação apresentada pelos médicos é que os pacientes também têm chegado ao hospital com a doença em estado mais grave. No período de 4 de março a 27 de maio a taxa de utilização de ventilação mecânica era de 85% e, na última semana, cresceu para 95%. A necessidade do uso de drogas vasoativas também aumentou, saltando de 70% para 95%.

Welynton
Diretor do Hospital Municipal, Welynton de Souza

“Os jovens ocupam mais tempo dentro da UTI. Automaticamente é necessário investir em mais medicamentos, mais recursos humanos e mais tempo de utilização de equipamentos”, explica o diretor do Hospital Municipal, Welynton de Souza. Ele fala ainda da dificuldade de relatar para a família a situação dos jovens. “Para nós, profissionais da saúde, é muito difícil dizer para uma mãe que o seu filho está intubado. E, em muitos casos, que ele faleceu. Eu me emociono porque é um trabalho que realizo diariamente”, afirmou.

 

Preocupação com pacientes clínicos

O secretário Marcos Cordiolli ressaltou o trabalho realizado pela Prefeitura e Secretaria de Saúde, de reestruturação para o enfrentamento da pandemia. “Reforço ainda que não perdemos nenhum paciente por falta de leito. Perdemos, infelizmente, pela ação devastadora do vírus”, ressalta.

A diretora de Urgência e Emergência da Secretaria de Saúde, Tamara Cassiano, ainda destacou que, além da demanda de pacientes com covid-19, a Saúde precisa se preocupar com pacientes clínicos que também necessitam de leitos por outras comorbidades. O diretor de Planejamento da Secretaria de Saúde, Hudson Guimarães, ainda fez um segundo pedido, solicitando para que as pessoas não deixem de tomar a segunda dose da vacina contra a covid-19.

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