Maringá ocupa 2ª colocação no ranking de saneamento do Instituto Trata Brasil

Por: - 23 de março de 2021
ranking de saneamento
O ranking mostra que 99,99% da população em Maringá tem atendimento de água potável / Agência Brasil

Maringá ocupa o segundo lugar na edição 2021 do ranking de saneamento elaborado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados. A publicação avalia os indicadores de acesso à água potável, coleta e tratamento de esgoto nas 100 maiores cidades do país. O levantamento utiliza dados de 2019 e foi publicado na segunda-feira (22/3), Dia Mundial da Água.

O ranking mostra que 99,99% da população em Maringá tem atendimento de água potável e 99,98% é atendida com a coleta de esgoto. Segundo a publicação, a cidade trata 100% do esgoto gerado.

De acordo com o levantamento, 13,28% do que é arrecadado é usado em políticas de saneamento. No geral, 70% dos municípios investem menos de 30% do valor arrecadado em saneamento. Apenas seis municípios investem mais de 60% de sua arrecadação nos serviços.

A cidade perde 24,33% da água potável produzida. Isso significa que, para cada 100 litros de água produzida, 24 não chegam a nenhuma residência em Maringá. Por dia, são 159 litros de água perdidos por ligação. De acordo com instituições internacionais, o patamar adequado é de até 250 litros por ligação-dia.

No ranking do saneamento, Maringá só fica atrás de Santos, em São Paulo, que ocupa a primeira colocação. Na edição publicada no ano passado, Maringá ocupava a terceira posição, atrás de Franca (2º) e Santos (1º).

Para produzir o levantamento, o Trata Brasil e a GO Associados consulta entidades do setor, autoridades, empresas operadoras e ONGs para aperfeiçoar a metodologia do ranking. Para essa edição, foram consultadas mais de 20 entidades em três meses de reuniões e consultas.

No cenário nacional, o ranking mostra que quase 35 milhões de brasileiros, sendo 5,5 milhões nas 100 maiores cidades, não têm serviços de água tratada. Além disso, 100 milhões de pessoas, sendo 21,7 milhões nos maiores municípios, não têm acesso à coleta de esgoto.

O Brasil ainda não trata metade dos esgotos que gera (49%), o que representa jogar na natureza, todos os dias, 5,3 mil piscinas olímpicas de esgotos sem tratamento. Acesse o ranking completo aqui.