Empresários do setor de TI se unem para adquirir doses da vacina contra Covid-19

Por: - 17 de março de 2021
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Custo da compra das doses para imunizar os profissionais pode passar dos R$ 5 milhões / Reprodução

Um grupo de empresários do ramo de tecnologia da informação (TI) está se organizando para adquirir doses da vacina contra a Covid-19 para os funcionários. A união pode chegar a 600 empresas de Maringá, que visam garantir a imunização de 15 mil funcionários, o que demandaria a aquisição de 30 mil doses da vacina. Porém, com a adesão de mais empresas, este número ainda pode subir.

As negociações estão sendo realizadas pela Software by Maringá, entidade que reúne empresas de desenvolvimento de software. O diretor executivo da Software by Maringá, João Williann, afirma que, inicialmente, os empresários pagariam um valor de 25 dólares por cada dose. “Hoje, o dólar está a R$ 5,65, então essas 30 mil doses que pretendemos comprar sairiam por R$ 5,085 milhões no total”, estima.

Inciativa privada pode comprar doses?

Atualmente, o Governo Federal autoriza a compra de doses da vacina pela iniciativa privada. Porém, as empresas precisam doar a mesma quantidade de vacinas compradas para o Sistema Único de Saúde (SUS).

“Além disso, não poderíamos vacinar nossos funcionários imediatamente, pois a determinação é de que só poderemos utilizar as doses compradas após o SUS concluir a vacinação de todo o grupo prioritário. Mesmo quando o sistema público terminasse essa imunização, teríamos que doar mais 50% de doses para o SUS. Ou seja, uma doação de 150%”, explica João Williann.

Considerando a doação de 150% das doses para o SUS, os empresários de Maringá teriam que adquirir 75 mil unidades da vacina. Com isso, a compra passaria de R$ 5,085 milhões para mais de R$ 12 milhões.

“Infelizmente acaba se tornando inviável, pois além do custo mais alto, o nosso objetivo com essa compra seria já imunizar os funcionários. Do nosso ponto de vista, seria até algo benéfico para o SUS, que teria menos pessoas para vacinar”, diz o diretor executivo da Software by Maringá.

Diante do impasse, João Williann afirma que as aquisições precisarão ser adiadas por enquanto, na expectativa de que haja mudanças nas regras que facilitem a compra de vacinas pela iniciativa privada. “O setor de TI não é o único de Maringá que tem interesse em adquirir essas vacinas. Então, enquanto aguardamos novidades, continuaremos nos mobilizando para quem sabe fazermos um consórcio privado e então realizarmos a compra.”

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