Seduc planeja retorno às aulas na rede municipal em formato híbrido no próximo ano

18 de dezembro de 2020
Retorno dos alunos às salas de aulas depende da evolução da pandemia da Covid-19 / EBC

As aulas na rede municipal de ensino serão retomadas em formato híbrido e com revezamento de alunos no próximo ano. As turmas devem ser divididas e parte dos alunos vai assistir às aulas de forma presencial, nas escolas, enquanto a outra parte vai fazer atividades em casa. 

A previsão da Secretaria de Educação (Seduc) é que o ano letivo de 2021 comece em 18 de fevereiro. O calendário escolar ainda precisa ser aprovado pelo Núcleo Regional de Educação (NRE) de Maringá. Apesar disso, a retomada das aulas no modelo híbrido e com alunos na sala de aula ainda depende da evolução da pandemia do coronavírus. O retorno também precisa ser aprovado pela Secretaria de Saúde. 

A comissão formada por representantes do Conselho Municipal de Educação, diretores de escolas e CMEIs, representantes da Secretaria de Educação e do sindicato dos servidores finaliza um protocolo para o retorno das aulas. No entanto, algumas estratégias já foram definidas caso as aulas possam ser retomadas no formato híbrido.  

A diretora de Gestão Educacional da Seduc, Márcia Giacomelli, explicou que apenas os alunos de 4 a 5 anos da pré-escola e os estudantes do ensino fundamental devem voltar às salas de aula em fevereiro. Não existe previsão de retorno para crianças de 0 a 3 anos.  

Segundo Márcia Giacomelli, o retorno será de forma escalonada. “Vamos iniciar com as crianças maiores, do 5º ano, depois o 4º ano e assim sucessivamente até chegar nos alunos da pré-escola.” 

Com as turmas divididas, metade acompanha as aulas presenciais na segunda, quarta e sexta e a outra metade na terça e na quinta. Na semana seguinte, os dias dos grupos de alunos serão invertidos. “Aqueles que não estiverem na escola, vão levar atividades planejadas pelo professor dentro da carga horária,” disse Giacomelli.

O modelo é semelhante ao adotado pelo governo do estado. Na rede estadual, o ano letivo de 2021 vai começar em 18 de fevereiro em formato híbrido. Parte dos alunos vai assistir às aulas de forma presencial, nas escolas, e parte vai acompanhar, simultaneamente, a mesma aula de maneira remota. A intenção é que haja um revezamento semanal entre os estudantes dentro do próprio sistema. 

Na rede municipal, os pais e responsáveis vão decidir se os filhos voltam à escola ou não. Caso decidam que os filhos não retornarão às aulas presenciais, os alunos não receberão falta e vão continuar acompanhando os conteúdos de forma remota, ou seja, permanecendo em suas casas. 

De acordo com a diretora da Seduc, servidores vão aferir a temperatura dos alunos na entrada das escolas e passar álcool em gel. Os horários de entrada, intervalo e saída serão escalonados.  

No interior da unidade haverá álcool em gel para higienização das mãos. Na sala de aula será mantido o distanciamento de 1,5 m entre as carteiras. Os alunos e professores devem usar máscara durante todo o período de aula. As crianças com sintomas respiratórios devem ficar em casa. 

No retorno, a Seduc planeja desenvolver atividades para acolhimento sócio emocional dos professores, alunos e pais. Os professores também vão aplicar uma avaliação diagnóstica para verificar o aprendizado dos alunos. “No primeiro trimestre vamos trabalhar apenas com retomada de conteúdos de acordo com o nível dessas turmas”, disse a diretora da Seduc.