Comunidade aprova modelo cívico-militar em três escolas de Maringá, reprova em uma e ainda discute outra

Por: - 2 de novembro de 2020
O diretor-geral e o diretor-auxiliar permanecem sendo civis e as aulas continuam sendo ministradas por professores da rede estadual, enquanto o diretor cívico-militar será responsável pela infraestrutura, patrimônio, finanças, segurança, disciplina e atividades cívico-militares / Divulgação AEN

A comunidade escolar aprovou a implantação do modelo cívico-militar em três escolas de Maringá, entre as cinco unidades maringaenses que a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte propôs fazer a alteração.

A maioria dos representantes dos colégios Alberto Jackson Byington Júnior, Ipiranga e Vinícius de Moraes aprovaram mudar o modelo de gestão a partir de 2021. No Colégio Brasílio Itiberê, a comunidade rejeitou a conversão.

E no Colégio Estadual Tomaz Edison Andrade Vieira a consulta pública vai ser retomada nesta terça-feira (3/11). Em todo o Paraná, a consulta pública aprovou o modelo cívico-militar em 163 colégios até o momento.

No total, 217 instituições de ensino, em 117 municípios do Paraná, tiveram o processo de consulta pública aberto para que a comunidade pudesse escolher.

Para que a implementação seja efetivada, é preciso que mais de 50% das pessoas aptas a votar na escola participem da consulta e que a maioria simples dos votantes (50% e mais um voto) seja favorável ao programa — o maior do país na área, com investimento de cerca de R$ 80 milhões, direcionado a 129 mil alunos.

Nos colégios onde a migração for aprovada, haverá implementação da modalidade cívico-militar em 2021.

As escolas contarão com aulas adicionais de Português, Matemática e Civismo, permitindo aos estudantes que aprendam sobre leis, Constituição Federal, papel dos três poderes, ética, respeito e cidadania. No Ensino Médio, haverá, ainda, a adição da disciplina de Educação Financeira.

Além de questões curriculares, outra mudança trazida pela nova modalidade de ensino — que será aplicada em escolas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e no Ensino Médio — é a gestão compartilhada entre civis e militares.

O diretor-geral e o diretor-auxiliar permanecem sendo civis e as aulas continuam sendo ministradas por professores da rede estadual, enquanto o diretor cívico-militar será responsável pela infraestrutura, patrimônio, finanças, segurança, disciplina e atividades cívico-militares. Haverá, também, de dois a quatro monitores militares, conforme o tamanho da escola.

Estão sob consulta da comunidade colégios em regiões com alto índice de vulnerabilidade social, baixos índices de fluxo e rendimento escolar, conforme a legislação aprovada pela Assembleia Legislativa. As escolas também precisam estar em municípios com mais de dez mil habitantes e que tenham ao menos duas escolas estaduais na área urbana.

 

Tem uma dica de notícia? Fez alguma foto legal? Registrou um flagrante em vídeo? Compartilhe com o Maringá Post, fale direto com o whats do nosso editor-chefe.