PDT deixa professora Ana Lúcia Rodrigues de fora das eleições proporcionais. Ela afirma que vai recorrer ao Judiciário

Por: - 13 de setembro de 2020
Ana Lúcia Rodrigues, à esquerda, em protesto realizado a favor da professora da UEM na manhã de domingo (13/9) / Valdete da Graça

A professora universitária e coordenadora do Observatório das Metrópoles da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Ana Lúcia Rodrigues, foi deixada de fora das eleições para a Câmara de Maringá por decisão do diretório municipal do PDT.

Ana Lucia Rodrigues, que foi candidata a vice-prefeita de Maringá pelo PCdoB na eleição de 2016, assinou ficha de filiação no PDT em março de 2020, co o objetivo de concorrer ao cargo de vereadora.

“Hoje ao me filiar ao PDT, jamais imaginei que estaria vivendo os dias que estamos vivendo. A realidade está exigindo de todos os maringaenses uma reorganização da vida para enfrentar esse momento tão difícil. Isso não me desanima, pois o legado de mais de 30 anos como servidora pública, professora e pesquisadora, me proporciona condições de contribuir na busca de resposta às incessantes questões que afligem a nossa sociedade, nossa cidade, nossas comunidades nos dias atuais”, comentou ela na ocasião.

Ana Lúcia também disputou as eleições para a Reitoria da UEM e ingressou no PDT antes do atual vice-reitor da universidade, Ricardo Dias Silva, assumir a presidência do diretório municipal do partido.

A professora divulgou um vídeo nas redes sociais para criticar a decisão e anunciar que vai buscar o Judiciário para garantir o direito de disputar uma cadeira na Câmara. Neste domingo (13/9), Ana Lúcia recebeu o apoio de lideranças de outros partidos e de membros do movimento “Mais Mulheres no Poder”, do qual é uma incentivadora.

DeclaraçãoProfessora Ana Lúcia fala sobre a lastimável convenção do PDT Maringá em 11 de setembro de 2020.Assinem a petição disponível nesse link:https://secure.avaaz.org/community_petitions/po/partido_democratico_trabalhista_pdt_maringa_apoie_o_direito_a_candidatura_da_professora_ana_lucia_a_vereadora_em_maringa/?ekMaerrb&utm_source=sharetools&utm_medium=email&utm_campaign=petition-1115647-apoie_o_direito_a_candidatura_da_professora_ana_lucia_a_vereadora_em_maringa&utm_term=Maerrb%2BpoPDT ParanáPDT CuritibaPDT CuritibaPDTPDT na Câmara

Posted by Ana Lúcia Rodrigues on Saturday, September 12, 2020

O vice-reitor e presidente do PDT de Maringá afirmou que a decisão de tirar Ana Lúcia da disputa foi tomada pelo diretório, em votação democrática dentro da convenção do partido.

“Depois de submetida a nominata à apreciação da plenária, houve a realização da votação sem nenhum pedido de impugnação, sendo aprovado o nome do sr. José Márcio Peluso para concorrer a eleição majoritária, sem definição de vice, e de 21 candidaturas para concorrer ao legislativo, dentre estas 8 mulheres”, informou em nota.

A íntegra da nota oficial do PDT segue abaixo.

“A Comissão Provisória do PDT de Maringá informa que em sua Convenção, ocorrida no dia 11 de setembro de 2020, todos os procedimentos de votação e de apuração dos votos de seus pré-candidatos e pré-candidatas atendeu ao Estatuto do Partido e as demais legislações vigentes. Destaca que a escolha de seus representantes é feita através de votação secreta pelos convencionais (os 11 membros da Comissão Provisória e seu vereador com mandato).

Depois de submetida a nominata à apreciação da plenária, houve a realização da votação sem nenhum pedido de impugnação, sendo aprovado o nome do sr. José Márcio Peluso para concorrer a eleição majoritária, sem definição de vice, e de 21 candidaturas para concorrer ao legislativo, dentre estas 8 mulheres. Também foi aprovada a possibilidade de coligação, sem definição de partidos.

Aproveitamos oportunidade para vir a público condenar as inverdades que têm circulado nas redes sociais e os ataques ao nosso presidente que, ao contrário do que vem sendo disseminado, não vetou quaisquer candidaturas, e nem poderia fazê-lo. Pelo contrário, em toda condução dos trabalhos têm seguido rigorosamente as normas e tratado todos e todas com o mais absoluto respeito e cordialidade, destacando em suas oportunidades de fala a
importância das candidaturas femininas e outras diversidades para a construção de uma democracia plena e efetiva para todos/as.”

Cada partido tem o direito de lançar até 23 candidatos a vereador, o que deixou Ana Lúcia Rodrigues, ainda mais indignada.

Questionado sobre o risco de enfraquecimento da chapa, ao lançar 21 nomes, o vice-reitor e presidente do diretório municipal fez a seguinte declaração. “Tivemos o encaminhamento de 22 nomes para convenção, sendo homologados 21, sendo 8 mulheres. A Chapa do PDT é forte”, disse.

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