Carreata pede reabertura dos bares e isonomia para o setor de alimentação fora do lar em Maringá

Por: - 9 de julho de 2020
A carreata foi organizada por empresários, donos de bares, restaurantes e outros setores da economia de Maringá
Carreata pede volta do funcionamento dos bares em Maringá / Foto: Rafael Cecato

Desde que foi expedido o novo decreto nº 943/2020 pela Prefeitura Municipal de Maringá, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Maringá (Abrasel) tenta convencer a prefeitura para retomar o funcionamento dos bares e restaurantes da cidade. Nesta quinta-feira (9/7) teve manifestação. Os empresários realizaram uma carreata.

Donos de bares, lanchonetes, restaurantes e empresários do setor de eventos se reuniram para pedir a volta do funcionamento de bares e a isonomia para o setor de Alimentação fora do lar. Segundo a organização, mais de 300 comerciantes participaram da carreata que teve início no Estádio Willie Davids e seguiu até a prefeitura, passando pela Câmara de Maringá.

Veja o vídeo da manifestação:

Desde o início da pandemia, os bares estão fechados há 68 dias. No primeiro decreto publicado pela prefeitura foram 53 dias fechados. Após a reabertura, os bares ficaram abertos por 20 dias, mas logo foram fechados novamente. Desde que foram fechados pela última vez, se passaram mais 15 dias. Devido ao novo decreto, os estabelecimentos devem permanecer novamente fechados, por mais 14 dias.

Segundo a Abrasel, o pedido de isonomia no setor de Alimentação Fora do Lar em Maringá vem sendo negociado com a prefeitura desde março. A última reunião foi realizada no final de junho e apresentava um  protocolo de reabertura formulado pela entidade.

O documento apresentava as soluções elaboradas pelo setor, seguindo as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS). Baseado nos decretos em vigor em outros municípios, a proposta solicitava um posicionamento por parte do órgão público, quanto a abertura parcial e total dos bares e restaurantes da cidade.

Atualmente, depois das 15h , apenas o atendimento via delivery e retirada no balcão estão liberados pela prefeitura. No fim de semana, os estabelecimentos só podem funcionar via delivery até as 22h.

Segundo o presidente do sindicato de Bares e Restaurantes de Maringá, Rafael Cecato, o pedido de isonomia é para que o setor possa trabalhar como os outros. “Nos não postulamos nenhum tipo de restrição daquelas que já existiam, mas que a gente possa trabalhar de forma responsável e seguindo as recomendações da OMS”, declarou.

A própria Abrasel Maringá elaborou um material que apresenta orientações sobre a diminuição da capacidade de público, controle de entrada e saída dos clientes, novas formas para apresentação do cardápio, evitando o contato físico com o material, reforço na higienização e uso de máscara pelos colaboradores. Além de reforçar cuidados específicos aos restaurantes de buffet por quilo.

De acordo com a assessoria da Abrasel, o Decreto Estadual nº 4388 de 30/03/2020, permitiria que os estabelecimentos estivessem atendendo normalmente, visto que existe autorização para “produção, distribuição e comercialização de alimentos para uso humano e animal, inclusive na modalidade de entrega, lojas de conveniência e similares, ainda que localizados em rodovias”.

Cecato ainda pontua que o setor está aberto a propostas como reduzir ainda mais o número de pessoas por estabelecimento ou aumentar o distanciamento dentro do local. A única coisa que não podem aceitar é ficarem fechados.

“Nos não queremos demitir mais, não queremos que cada vez mais restaurantes e bares decretem que estão fechando a porta e demitindo mais gente”, declarou o presidente da Abrasel Maringá.

De acordo com uma pesquisa interna, feita pelo próprio sindicato, já foram demitidos cerca de 20% dos colaboradores de empresas de alimentação fora do lar. Estão previstas mais 13,45% de demissões até o final de maio, caso não haja a abertura dos estabelecimentos.

A pesquisa também mostra que 82% das empresas estão funcionando delivery e 18% não estão funcionando. Os restaurantes estão faturando em média 24% do que faturavam antes da pandemia. O faturamento caiu em média 76%.

Em nota, a Prefeitura de Maringá  reforça que tem mantido diálogo com o setor de bares, restaurantes e outros serviços de alimentação, “enfatizando sempre compreensão com as reivindicações, mas entendendo que o momento exige medidas restritivas de prevenção ao coronavírus, sem margem adequada de flexibilização de normas”.

Segunda a assessoria, o município continua atento aos números da pandemia, sempre alicerçado em estudos técnicos que orientam a adoção de medidas, expressas em decreto, confiante que mais rigor com as restrições nesse momento permitirão reatorno à normalidade mais rapidamente.a

A nota também informa que se os indicadores de coronavírus continuarem subindo outras medidas de contenção do vírus podem ser adotadas. Segundo a assessoria da prefeitura, “prevalecem as decisões contidas nos decretos”.

 

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