Monitorar e manter a imunidade podem fazer a diferença em caso de contágio com a Covid-19

Por: - 11 de junho de 2020
Realização de testes da Covid-19 no laboratório São Camilo de Maringá / Divulgação

Em tempos de Covid-19 é essencial monitorar e manter a imunidade. A diretora médica do São Camilo alerta para a importância de manter a saúde em dia, apesar da pandemia.

A pandemia do novo coronavírus já atingiu mais de 691 mil pessoas no Brasil, com mais de 36 mil óbitos, de acordo com a Secretária de Saúde do Estado do Paraná.

De contágio rápido, a Covid-19 pode ser agravada por fatores de risco associados a doenças crônicas como diabetes, hipertensão arterial e até mesmo imunossupressão (pacientes com a imunidade baixa).

No Paraná, a doença contabiliza 7.314 casos e 253 óbitos.  Myrna Campagnoli, diretora médica do Laboratório São Camilo, que integra a Dasa, líder em medicina diagnóstica na América Latina, explica a correlação da imunidade geral da pessoa com a infecção da Covid-19.

“Estudos têm indicado que indivíduos saudáveis podem contrair a doença e possivelmente desenvolver sintomas mais leves como febre e tosse. Já pacientes com doenças crônicas e idosos tendem a apresentar quadros mais graves do novo coronavírus, com doença pulmonar e de outros órgãos”, explica.

A imunidade é o mecanismo de defesa do organismo ao ataque de bactérias, vírus, fungos e parasitas em células, órgãos e tecidos. “Se o paciente tem comorbidades, o tempo de resposta ao ataque do novo coronavírus pode ser maior. O organismo sobrecarregado tem mais dificuldades de combater o adversário”, completa Myrna.

Se o paciente for clinicamente suspeito, o médico que o atende pode indicar o RT-PCR, exame de biologia molecular indicado, preferencialmente, entre o 5º e o 7º dia de sintomas. A coleta é feita por meio de um swab (uma espécie de cotonete) que retira secreções respiratórias (nariz e garganta) e identifica a presença do vírus”, explica a Dra. Myrna.

Para identificar se o paciente sem sintomas teve ou não contato com o Sars-CoV-2, o coronavírus, o médico pode indicar a realização do exame de Sorologia IgM e IgG ou IgA e IgG, também conhecido como teste imunológico.

Realizada por meio de coleta de sangue e analisada por metodologia automatizada, a sorologia avalia a presença de anticorpos produzidos pelo corpo para combater a infecção.

Como o organismo só começa a produzir anticorpos após a infecção instalada, o IgM (fase aguda de infecção) tem mais sensibilidade após o 10º dia de início dos sintomas e os da classe IgG após o 15º dia de início dos sintomas, mas esse prazo varia de indivíduo para indivíduo.

“Nos testes sorológicos, os resultados positivos confirmam o diagnóstico e os negativos não excluem uma infecção recente. Por isso, recomendamos o teste apenas após o 10º dia de sintomas, sendo possível a necessidade de repetição seriada do mesmo”, finaliza Myrna.

Para que o paciente seja avaliado de forma correta, é muito importante que esses exames sejam interpretados por um médico, pois existem várias possibilidades a serem consideradas em cada fase da infecção pelo coronavírus.

Os laboratórios do São Camilo estão realizando os exames RT-PCR e sorologia para o diagnóstico da doença.

O Grupo São Camilo atua há mais de 40 anos em Maringá (PR) e região oferecendo atendimento de excelência, amplo portfólio de exames e equipamentos de alta tecnologia, realizando exames de análises clínicas e imagem.

O laboratório possui 5 unidades hospitalares, 1 unidade de Anatomia Patológica e 13 unidades de atendimento, entre elas a Materno Infantil e a Unidade Melhor Idade, além de oferecer também o serviço de Coleta Domiciliar.

O Grupo São Camilo integra a Dasa, líder brasileira em medicina diagnóstica e maior empresa do setor na América Latina, rede que processa 250 milhões de exames por ano, atendendo mais de 20 milhões de pessoas em todo o país, com um portfólio de mais 2.500 tipos diferentes de exames.

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