Nas redes sociais, grupo organiza manifestação contra o genocídio negro e indígena no domingo em Maringá

Por: - 5 de junho de 2020
Protestos semelhantes eclodiram nos Estados Unidos após a morte de um homem negro durante uma operação policial / Reprodução Agência Brasil

Pelas redes sociais, coletivo formado por militantes negros, indígenas e grupos independentes antirracistas organizam manifestação contra o genocídio negro e indígena no domingo (7/6) em Maringá. O ato está marcado para às 15h na Praça da Catedral.

O protesto é organizado no momento em que manifestações semelhantes contra o racismo e a violência policial eclodiram nos Estados Unidos após o assassinato de George Floyd, homem negro morto durante uma abordagem policial.

Em Maringá, as informações sobre o ato são publicadas em uma página no Instagram chamada “Juventude Antirracista”. Na cidade, a manifestação vai levantar pautas específicas do Brasil como a demarcação das terras indígenas e a situação política.

O protesto também foi motivado pela morte de João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, durante operação policial no Rio de Janeiro em 18 de maio, e por outros jovens negros assassinados no país.

“Vamos levantar a questão do genocídio negro e indígena como pauta principal intercalada com diálogos e falas sobre o momento político que vivemos. O movimento não é somente uma resposta à bandeira conservadora bastante presente em nossa cidade, mas também uma convocatória a toda população para se posicionar contra o genocídio, contra o racismo e contra a opressão social”, diz um trecho de uma postagem nas redes sociais.

Segundo os organizadores, a Articulação Indígena faz parte do ato, mas não estará presente fisicamente por questões de saúde. “Ir pra rua foi uma questão, devido ao crescimento exponencial de infectados pela Covid-19, no entanto entendemos ser necessário e tão importante quanto outros trabalhos básicos que estão sendo autorizados pelo Órgão de Saúde Mundial”, diz a publicação nas redes sociais.

Durante a manifestação será disponibilizado álcool em gel, máscaras e luvas. Nas redes sociais, os organizadores criaram uma brigada de saúde para ajudar a manter as medidas de prevenção no protesto.

Os organizadores recomendam que idosos, crianças e pessoas do grupo de risco ou que convivem com pessoas do grupo não participem da manifestação. Durante o ato, serão arrecadados alimentos não perecíveis, roupas de inverno e cobertores que serão destinados para uma entidade social.

A reportagem entrou em contato com os organizadores da manifestação, que optaram por não conceder entrevista por questões de segurança.

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