Chuva provoca queda de 2 árvores e região do centro fica sem energia em Maringá

Por: - 4 de junho de 2020
Árvores danificam postes de rede elétrica
Queda de árvores provoca falta de energia na área central da cidade / Foto: Reginaldo Lamin

Os fortes ventos registrados na madrugada de quinta-feira (4/6) causaram a queda de duas árvores e diversos galhos em Maringá. Na Rua Néo Alves Marintins, Zona 1, a queda de uma árvore também danificou dois postes de energia elétrica, deixando a região sem energia. Segundo a Copel, o problema deve ser resolvido ainda nesta quinta-feira (4/6).

Segundo a Defesa Civil de Maringá, ninguém se feriu e apenas um veículo foi atingido. As equipes trabalham desde o início da manhã nas ocorrências.

De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), às 3h de quinta-feira as rajadas de vento chegaram a 15km/h, mesmo não tendo registrado chuva significativa nesse horário. O Simepar prevê mais 4,3 mm para o restante do dia.

Segundo o sistema de monitoramento, as temperaturas devem variar entre 17ºC e 23ºC. Durante o dia, as rajadas de vento voltam a preocupar, podendo atingir 30 km/h.

Alem da árvore na Rua Néo Alves Martins, outra queda foi registrada na esquina da Avenida Duque de Caxias com a Avenida Colombo. Equipes da Defesa Civil foram até o local para fazer a retirada da arvore, juntamente com equipes da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Semusp).

Por também ter entrado em contato com a rede elétrica, mesmo sem ter danificado o circuito, uma equipe da Copel também foi chamada para auxiliar na remoção da árvore.

Agentes de trânsito da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) estão posicionados nos dois locais para fazer o controle do tráfego.

Maringá tem 142 mil árvores, aponta Plano de Arborização

Um estudo inciado em maio de 2017 aponta que Maringá tem 142 mil árvores. O mapeamento faz parte do Plano de Arborização Urbana, divulgado pela prefeitura nesta semana.

O plano estabelece um conjunto de métodos, medidas e diretrizes a serem adotadas para o gerenciamento da arborização urbana. O documento contempla um planejamento de atuação de 20 anos e deverá ser atualizado a cada cinco anos.

O estudo apresenta a localização de todas as árvores da cidade, além de informações como espécie, data de plantio, data da última vez que os galhos foram podados, todos os protocolos solicitados pela população, entre outros. A ideia é que o sistema facilite a execução dos serviços de manutenção e também de fiscalização integrada entre secretarias.

O engenheiro florestal da Secretaria de Meio Ambiente e Bem-estar Animal (Sema), Maurício Sampaio, explica que, antes do plano, as árvores eram plantadas sem critérios técnicos.

“O planejamento e a diversidade das espécies garante a subsistência da fauna urbana, melhora a qualidade de vida da população e torna as árvores mais adequadas ao espaço disponível. As vias com relevância histórica ou cênicas e as espécies originais serão mantidas, quando possível”, afirma.

Segundo o último censo, existem 132 espécies nativas da região. A maior parte delas são sibipirunas, seguidas por oiti, ipê-roxo, tipuana. Os oitis, devido o sistema radicular agressivo, produzir sujeira excessiva e não ser nativa, não será mais plantada e substituída com o tempo.

O primeiro plano de arborização da cidade foi aplicado pelo engenheiro agrônomo Luiz Teixeira Mendes, no final da década de 1940, com o plantio de um jacarandá-mimoso na calçada da então sede da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, na Rua Joubert Carvalho esquina com a Avenida Duque de Caxias.

 

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