Corpo de Bombeiros do Paraná comemora 30 anos do Serviço de Atendimento ao Trauma em Emergência

Por: - 28 de maio de 2020
Atual equipe do Corpo de Bombeiros de Maringá ainda conta com soldados pioneiros da implementação do Siate
Equipe do Corpo de Bombeiros ainda conta com soldados pioneiros do Siate / Foto: Reprodução Instagram

Há 30 anos era implantado no Corpo de Bombeiros de Curitiba o Serviço de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate). Em Maringá, o serviço chegou seis anos depois, em 1996. Até esta quinta-feira (28/5), mais de 630 mil vítimas foram atendidas pelo Siate e encaminhadas para hospitais de referência.

“Todos que trabalham aqui tem uma história particular, um salvamento, um atendimento inesquecível, mas também carregam o peso de verem pessoas morrerem em suas mãos”, conta o comandante do 5º Grupamento de Bombeiros de Maringá, Adriano Barbosa, sobre a rotina de trabalho. 

O atendimento do Siate é exclusivo para o trauma. Em Maringá, 70% dos atendimentos estão relacionados à acidentes de trânsito. Além dos atropelamentos, colisões frontais e capotamentos, o serviço atende acidentes interpessoais como agressões, ferimentos por arma branca e de fogo.

O Siate também atende acidentes com quedas, queimaduras, soterramentos, acidentes de trabalho ou problemas clínicos com risco iminente de vida.

Ativo no Siate desde 1998, o sargento Jelbe Pereira de Souza é formado pela primeira Escola de Socorristas de Maringá. Segundo ele, são tantas histórias de atendimento que a memória falha. No entanto, de todas as ocorrências que marcaram a carreira dele, duas são especiais.

“Acho que o primeiro parto feito pelo Siate me marcou bastante. O pai chegou desesperado no posto do Corpo de Bombeiro gritando que o filho iria nascer. Quando fomos no Jardim Alvorada buscar a mãe e colocamos ela na ambulância o bebe já estava coroando. Ele acabou nascendo nos braços da equipe”, recorda.

Com uma filha pequena em casa na época, o sargento Jelbe de Souza conta que o resgate de uma criança atacada por um cachorro da raça rottweiler também foi algo marcante durante os mais de 20 anos de serviço.

“A ocorrência também aconteceu no Jardim Alvorada. Um cachorro pegou a menina dentro de casa e arrastou a criança para o quintal. Resgatamos a menina ensanguentada e respirando em estado de choque. Fizemos o pré-atendimento a caminho do hospital. Na época, minha filha tinha mais ou menos a idade da garota”, conta o sargento.

Antes da chegada do Siate, quem precisava ser resgatado e encaminhado para a rede hospitalar após um acidente tinha que ser transportado por conta própria e sem qualquer medida de primeiros socorros. Com o serviço, médicos e enfermeiros do Corpo de Bombeiros prestam atendimento pré-hospitalar logo após o resgate.

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