Equipe da saúde de Maringá produz máscaras transparentes para interagir com funcionária com deficiência auditiva

Por: - 29 de abril de 2020
Modelo criado por estudante é semelhante ao usado em Maringá / https://www.tudocelular.com/tech/noticias/n154984/coronavirus-estudante-cria-mascara-transparente.html

A pandemia do coronavírus tem exigido entrega, cuidado e empenho diário dos profissionais de saúde. A dedicação não fica focada só aos pacientes, mas se espalha entre os colegas de trabalho. A equipe do setor de nutrição do Hospital Municipal da Prefeitura de Maringá, por exemplo, produziu máscaras transparentes para facilitar a leitura labial de uma funcionária com deficiência auditiva.

A nutricionista, Keila Vilhena de Paiva possui 75% da audição no ouvido direito e perdeu a 95% da capacidade de escutar com o esquerdo, o que dificulta a leitura labial com as máscaras tradicionais. “Fui surpreendida com a atitude das minhas colegas de trabalho. Um momento inesquecível”, reconhece e agradece a mobilização da equipe.

A ideia surgiu de Shana Waltz, que notou a dificuldade da colega em se comunicar durante o trabalho. “As outras funcionárias abraçaram a ideia junto comigo. É mais uma história de inclusão”, afirma.

A máscara foi produzida por uma artesã do município com tecido e um visor de plástico transparente que possibilita a visualização dos lábios e o entendimento da fala. As cinco funcionárias da equipe também receberam o equipamento de seguranças adaptado.

As máscaras são um dos principais equipamentos de segurança durante a pandemia do coronavírus, principalmente aos profissionais da saúde. O uso dela tornou-se também obrigatório em espaços públicos e privados por todos.

As funcionárias produziram máscaras caseiras por não trabalharem diretamente com pacientes com suspeitas de coronavírus e elas tem a possibilidade de higienizar diariamente o equipamento.

Para profissionais da saúde que trabalham na linha de frente de combate a pandemia, o uso obrigatório continua a ser dos equipamentos descartáveis validados pela Vigilância Sanitária.

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