Com mais 4 confirmações, chega a 79 o número de casos de coronavírus em Maringá. Prefeitura vai ampliar testagem

Por: - 29 de abril de 2020
Vírus tem o formato de uma coroa / Reprodução

O boletim sobre coronavírus da Prefeitura de Maringá divulgado no final da tarde desta quarta-feira (29/4) traz mais quatro confirmações da doença na comparação com a terça-feira (28/4). Agora, são 79 casos de coronavírus confirmados na cidade desde o início da série histórica.

Deste total, 56 pessoas venceram a Covid-19 e tem 4 pacientes internados, três em UTIs e um em enfermaria, além de 14 casos com as pessoas isoladas em casa. Os óbitos por complicação do coronavírus permanecem em 5.

São 421 casos suspeitos em acompanhamento pela Secretaria de Saúde. As equipes também monitoram outros 22 casos suspeitos internados, 21 adultos, 17 deles em  enfermarias e 4 em UTIs, além de uma 1 criança internada em enfermaria.

Os casos encerrados somam 1.647. O número se refere a pacientes que foram monitorados por 14 dias por terem apresentado sintomas compatíveis com a Covid-19, mas que o quadro não evoluiu.

Nesta quarta-feira, a Prefeitura de Maringá também informou que vai conseguir ampliar a testagem do novo coronavírus na cidade.

O trabalho já foi iniciado pela Secretaria de Saúde. Vão ser usados exames rápidos tipo PCR adquiridos com recursos próprios. Maringá vai saltar de 50 exames semanais realizados pelo Lacen (laboratório do estado) para 40 diários, a partir do diagnóstico local.

Serão 5 mil testes adquiridos na primeira fase – 4 mil comprados de laboratório privado e mil a partir de convênio com o Laboratório de Ensino e Pesquisa e Análises Clínicas (Lepac) da Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Os novos exames vão agilizar o diagnóstico de pacientes que alegarem sintomas compatíveis com a COVID-19 nas unidades sentinelas do município.

Os exames rápidos adquiridos pela Prefeitura de Maringá contemplarão pacientes que buscarem unidades sentinelas, instaladas nas entradas de estabelecimentos municipais de saúde, alegando sintomas compatíveis com COVID-19 ou “síndrome gripal”.

Até a aquisição dos exames, estes pacientes não eram considerados graves e permaneciam em isolamento domiciliar por 14 dias. Caso o quadro não evoluísse, eram considerados descartados. Eles são identificados como “Casos descartados” no boletim diário sobre coronavírus da Prefeitura de Maringá.

A coleta de PCR já no primeiro atendimento vai permitir o diagnóstico de 24h a 48 horas. Assim o paciente poderá se tratar com precisão caso for positivado ou voltar à rotina normal, sem apresentar riscos à família e comunidade.

Antes da aquisição, eram realizados, em média, 50 exames por semana em pacientes da rede municipal de Maringá. Agora serão 40 por dia.

Profissionais de saúde farão coleta de secreções com swab (equipamento similar a uma haste flexível com algodão na ponta) e encaminharão para os laboratórios de referência.

Até o resultado do exame, que ocorrerá em 24h, o paciente deverá manter o isolamento social ou permanecer internado na unidade de saúde (caso apresente quadro agravado).
Até a manhã desta quarta (29/4) apenas o laboratório privado estava recolhendo as amostras porque o Lepac ainda não havia recebido os exames.

A partir da coleta do exame o paciente será monitorado pelo Centro de Informação em Estratégia em Saúde (CIEVS) da Secretaria de Saúde de Maringá.

Caso o paciente não seja diagnosticado com coronavírus, ele será liberado da quarentena e receberá orientações para que no futuro o diagnóstico não se confirme.

Os casos positivos serão orientados a manter o isolamento domiciliar ou internamento em leito hospitalar, de acordo com a gravidade. Até se recuperar, o paciente será monitorado diariamente pelo CIEVS.

A prefeitura de Maringá elaborou um manual para orientar as boas práticas para quem apresentar leve manifestação da doença e puder se recuperar em casa, clique para conferir. Em caso de agravo, o paciente deverá buscar imediatamente o médico.

Os 4 mil exames adquiridos pela rede privada já estão sendo realizados. O investimento neste pacote foi de R$ 840 mil. Cada exame saiu por R$ 210, menor valor de mercado encontrado pelo município.

A compra ocorreu por meio de licitação, na modalidade “Dispensa de Licitação”, e elencou outros dois orçamentos com valores superiores, R$260 e R$280. O processo está detalhado no Órgão Oficial do Município e Portal da Transparência.

Na rede privada de Maringá, o exame para paciente comum custa cerca de R$500. Os mil exames que serão realizados pelo Lepac ainda não chegaram na instituição.

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