UEM, Amusep e Prefeitura de Maringá cobram do Governo do Estado ativação dos 108 leitos do Hospital Universitário

Por: - 20 de abril de 2020
Uso dos novos leitos depende de equipamentos e da contratação de mais profissionais / Divulgação/UEM

O reitor da Universidade Estadual de Maringá (UEM) se reuniu nesta segunda-feira (20/4) com a superintendente do Hospital Universitário (HUM), o prefeito de Maringá e outros representantes de entidades e de cidades da região, para pedir a ativação imediata de 108 leitos do HUM. Os leitos auxiliariam dezenas de municípios da região na luta contra o coronavírus.

A ativação, de 30 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 78 leitos de enfermaria, depende de liberação do governo estadual. Segundo a universidade, falta recursos para aquisição de equipamentos e mobiliário, além da urgência na liberação para contratar mais médicos, enfermeiros e pessoal de apoio.

Segundo o presidente da Associação de Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep), Romualdo Batista, os prefeitos da região estão preocupados com a liberação desses leitos para que possam receber possíveis pacientes contaminados pela Covid-19 na região.

“O Hospital Universitário é referência de atendimento para todo a região. Nesse sentido, a associação, junto ao governo municipal, busca recursos estaduais, no intuito de auxiliar a estruturação do HUM”, afirma Batista.

No atual cenário vivido por Maringá e regão, devido à pandemia do coronavírus, todas as ações da UEM estão voltadas para área da saúde. Segundo o reitor da universidade Julio Damasceno, esse é um momento de união com a Amusep para realizar a tão aguarda ativação dos 108 leitos.

A inauguração da ala com os 108 novos leitos do HUM se ocorreu em 2018, no governo Cida Borghetti (PP), mas o prédio foi entregue vazio. Dois anos depois, os leitos ainda continuam desocupados.

A nova área do HU foi criada para funcionar como a Clínica para Adultos do hospital. São mais de 8 mil m². A perspectiva é que o espaço possa dobrar a capacidade de atendimento aos pacientes.

A obra teve início em 2016, na gestão do reitor Mauro Baesso, e custou cerca de R$ 18,6 milhões. Os recursos foram disponibilizados pela Secretaria de Estado da Saúde e Fundo Estadual de Saúde.

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